O Sada Cruzeiro derrotou o Vôlei Renata por 3 a 0, parciais de 25/14, 27/25 e 25/21, no ginásio do Ibirapuera, e se sagrou campeão da Superliga 2025/2026. Esse foi o décimo título da competição nacional conquistado pelo time mineiro, que conseguiu impor seu ritmo na decisão em São Paulo, tendo como destaque da partida o oposto Oppenkoski, que marcou 18 pontos.
“É um sentimento de dever cumprido. Foi uma temporada desafiadora, mas brilhante do Sada Cruzeiro, o time chegou em todas as finais. Fomos muito resilientes e persistentes, sabíamos que esse domingo estava guardado. Esses três dias antes do jogo, os jogadores estavam muito focados para a final, e isso fez a diferença. Em nenhum momento saímos do nosso papel de foco e concentração. São cinco anos como treinador e quatro títulos de Superliga, 11 como jogador. É uma conquista que me deixa muito feliz em saber que eu estou no caminho certo”, analisou o técnico do Sada Cruzeiro, Filipe Ferraz.
“Eu acho que tudo que estava meio que engasgado, não com as derrotas, mas que a gente estava sentindo por não ter conseguido colocar dentro de quadra nos dois campeonatos, nós conseguimos fazer hoje com perfeição. Tirando o segundo set, quando tivemos erros e alguns de momentos de dúvidas, praticamente o jogo inteiro a gente jogou na frente, pressionando e com um nível de erro lá embaixo. Isso tudo traz confiança para fazer uma partida como essa. Colocamos o time deles em pressão o tempo inteiro e é difícil de sair dessa situação. Agora vamos comemorar muito porque o time todo está de parabéns”, destacou o central Lucão.
“Depois de duas derrotas para o Vôlei Renata, precisávamos ter sabedoria e equilíbrio para entender a qualidade do time adversário. O jogo de alto nível é assim. Uma hora perdemos e outra hora ganhamos. Hoje nosso diferencial foi se fechar como equipe, sabíamos que teriam momentos de pressão e independente do momento precisávamos estar juntos até o final”, analisou o ponteiro Rodriguinho, que marcou 11 pontos.
“Sensação de tarefa cumprida. Era a última oportunidade que tínhamos para entregar nosso melhor. Esse é o espírito do Sada Cruzeiro, essa fome e sede de títulos. Tivemos dois resultados negativos contra o Vôlei Renata em duas decisões. O 3x0 não foi um reflexo do que foi a temporada para essas duas equipes, mas demonstra a força da equipe do Sada. Temos que enaltecer o Vôlei Renata, tem jogadores com muita qualidade. Chegar numa final nunca é por acaso. Aproveitamos as oportunidade do jogo, talvez seja isso que tenha faltado nas duas finais e que hoje executamos de forma primorosa”, disse o levantador Matheus Brasília.
“Esse foi o título mais especial que eu tive até agora. Sempre sonhei com esse momento. Eu só conseguia imaginar a equipe levantando a taça. Fizemos um jogo incrível, o time esta de parabéns, todos jogaram bem, e eu fui agraciado em fechar o segundo e o terceiro set”, disse Oppenkoski.
A conquista amplia ainda mais a hegemonia celeste na competição e consolida o Sada Cruzeiro como o maior campeão da história da Superliga masculina, agora com dez troféus. Além da taça, o triunfo também representa um novo marco histórico para o projeto esportivo cruzeirense. O clube chegou ao 60º título em 72 finais disputadas desde 2010, em um total de 84 torneios.
Foto: Wander Roberto/Inovafoto/CBV
