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agosto 08, 2021

(Jogos Olímpicos) França campeã, seleção do torneio e o melhor de Tóquio 2020

França campeã olímpica
Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 terminaram e a França ficou com a inédita medalha de ouro ao derrotar na decisão o Comitê Olímpico Russo por 3 sets a 2, parciais de 25/23, 25/17, 21/25, 21/25 e 15/12. Os franceses nunca tinham conquistado o pódio em uma Olimpíada e acabaram no lugar mais alto em meio a uma das edições mais diferenciadas, que ainda teve a Argentina levando o bronze.

A França chegou a Tóquio tendo a fama de ter jogadores habilidosos, mas que não conseguiam transformar isso em uma equipe. Isso ficou provado pela própria federação francesa de vôlei, que acertou com Bernardinho antes dos Jogos Olímpicos, como se não acreditasse em um bom rendimento de Laurent Tillie como treinador. Claro que uma medalha de ouro nunca é fácil e a equipe passou por muitas provações no torneio, tanto que se classificou no Grupo B como a quarta colocação.

Na fase classificatória foram apenas duas vitórias (uma delas era obrigação, no caso contra a Tunísia e outra uma prévia do que viria ser a decisão, no caso contra o Comitê Olímpico Russo). A estreia com derrota para os norte-americanos por 3 sets a 0 e o jogo duríssimo contra a Argentina, onde perderam no tie-break foram decisivos para ‘ligar um sinal de alerta’, sendo que no grande jogo dessa etapa (contra o Brasil, onde perderam no quinto set, se viu do que os franceses eram capazes).

Nas quartas de final, a vitória sobre a fortíssima Polônia, no tie-break, mostrou que Ngapeth e companhia poderia ir mais longe e diante da Argentina, nas semifinais, não deram chances a equipe de Marcelo Mendez. Já na decisão começaram arrasadores, tiveram uma queda de rendimento, mas se organizar para ganhar dos russos. No final, medalha de ouro e muita comemoração em quadra.

Como não poderia de ser, Ngapeth foi eleito o MVP da competição e um dos ponteiros da seleção, sendo que os franceses ainda colocaram o líbero Grebennikov e o central Chinenyeze. Os russos, que ficaram com a prata, tiveram no time outros três nomes: o central Iakovlev, o ponteiro Kliuka e o oposto Mikhaylov. E a Argentina foi representada pelo levantador Luciano de Cecco.

foto: Volleyball World/FIVB

agosto 07, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil perde no tie-break para Argentina e fica sem o bronze

Brasil perde para a Argentina o bronze
Na disputa pela medalha de bronze, a Seleção Brasileira perdeu para a Argentina por 3 sets a 2, parciais de 23/25, 25/20, 25/20, 17/25 e 13/15, na Ariake Arena. O time verde e amarelo acabou tendo problemas na recepção e, principalmente no bloqueio, que não encaixou no primeiro set, mas na sequência melhorou seu rendimento e equilibrou as ações. Entretanto, a partir do quarto set, os argentinos voltaram a crescer e tendo como destaques o ponteiro Facundo Conte, o levantador De Cecco e o central Loser conseguiram subir ao pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020.

O primeiro set iniciou bem equilibrado e bem jogado, com cada seleção brigando ponto a ponto: 5 a 5. Em dois bloqueios seguidos, a Argentina abriu 5 a 7, mas com Lucão pelo meio, após um bom saque de Bruninho, o placar voltou a ficar igual: 7 a 7. O levantador De Cecco fazia boa distribuição, principalmente utilizando os centrais: 7 a 9, sendo que a partida era ‘pegada’ e com um erro de Bruno Lima, tudo voltou a ficar igual: 9 a 9. Mais confiantes no saque, os argentinos abriram novamente, fazendo 12 a 9, com destaque para Facundo Conte. Com Douglas Souza no lugar de Leal, o Brasil buscava melhorar no passe, porém o momento da Argentina era superior: 15 a 11, após bola de segunda de De Cecco. Os brasileiros buscavam uma reação, com destaque para Lucão no ataque: 17 a 14, mas o bloqueio ainda não pontuava, o que facilitava para o adversário. No contra-ataque com Douglas Souza, os brasileiros encostaram: 19 a 17, obrigando Marcelo Mendez a parar o duelo. Na reta final, a diferença chegou a cair para um ponto: 20 a 21, mas o Brasil seguiu com dificuldades para ter uma sequência e acabou perdendo por 23 a 25.

O Brasil voltou para o segundo set com Leal no banco de reservas e Douglas Souza em quadra: 3 a 3, sendo que no bloqueio de Lucarelli (o primeiro dos brasileiros no jogo), o placar era de 6 a 5. As jogadas pelo meio faziam a diferença, tanto que os centrais das duas seleção estavam com 100% de aproveitamento até este momento: 9 a 7. Em bela cobertura de Lucão e bloqueio de Maurício Souza, o Brasil fez 10 a 7, obrigando Marcelo Mendez a pedir tempo. A Argentina reagiu e com bom desempenho no saque empatou em 13 a 13, porém os brasileiros conseguiam se manter na frente do placar, com destaque para Wallace: 18 a 16. No bloqueio de Lucarelli, o time verde e amarelo fez 20 a 17, pressionando os adversários, sendo que no ataque do ponteiro, o Brasil fez 23 a 19 e logo fechou a parcial em 25 a 20, após bloqueio sobre Conte.

Com alguns erros no ataque, o Brasil acabou vendo a Argentina abrir 0 a 3, sendo o ponteiro Conte o grande destaque. Em novo bloqueio do central Loser, o placar era de 2 a 6, o que fez o técnico Renan Dal Zotto pedir tempo. Maurício Souza parou Palacios no bloqueio e o Brasil encostou: 4 a 6, mas no ace de Bruno Lima, os argentinos fizeram 5 a 9. A partida era equilibrada e no bloqueio de Wallace, os brasileiros mais uma vez chegaram perto no placar: 8 a 9, sendo que, logo depois, no ataque do oposto, o jogo estava 10 a 10. A Argentina mantinha um nível alto de risco no saque e, com isso, conseguiu abrir nova vantagem: 11 a 13, mas no ace de Wallace (o primeiro neste fundamento do Brasil), o placar voltou a igualdade: 13 a 13. Em um ace de Conte e um bloqueio de Bruno Lima, os hermanos abriram de novo: 15 a 13, fazendo Leal voltar a quadra. O Brasil começou a ter um desempenho melhor no saque, equilibrando mais as ações: 16 a 16, sendo que no ace de Leal virou o jogo 17 a 16. A Argentina acabou sentindo e no erro de ataque viu o placar escapar em 19 a 17, ainda mais que o rendimento no saque estava caindo: 20 a 18. Na reta final, Wallace ganhou na mão de ferro: 22 a 18 e a vitória veio por 25 a 20, após bloqueio do oposto brasileiro.

A quarta parcial começou falado, com os argentinos reclamando de uma marcação da arbitragem: 3 a 1. Entretanto, buscando um saque mais forçado, os hermanos foram pra acima e empataram em 4 a 4. Em bela jogada de Bruno Lima, a Argentina abriu 6 a 8, obrigando Renan Dal Zotto a pedir tempo, sendo que na volta, Wallace foi pego no bloqueio: 6 a 9. A Argentina jogava um voleibol certinho e no bloqueio de Loser sobre Lucão, o placar era de 7 a 13, pressionando demais os brasileiros, que tinham dificuldade na virada de bola: 7 a 14. A diferença no placar deixava o adversário mais tranquilo para forçar o saque, enquanto o Brasil tinha muitas dificuldades no side-out: 17 a 10. Em um rally emocionante, que os argentinos levaram a melhor, o que se via era um time ‘ligado’ demais e outro sentindo dificuldades para encaixar seu melhor voleibol: 18 a 11. Tudo dava certo para a Argentina, que defendia bem, e conseguia neutralizar os principais atacantes brasileiros: 20 a 14. Na reta final, os hermanos administraram a vantagem, tiveram mais dois bloqueios com Loser, e foram levando a parcial até fecharem em 25 a 16, após um erro de Lucarelli no saque.

O tie-break iniciou com a Argentina melhor e abrindo 0 a 3, após um ataque para fora de Wallace. O Brasil tinha dificuldades no passe e ainda buscava forçar o saque, mas errava demais: 3 a 6. Renan Dal Zotto pediu tempo quando o placar estava 3 a 7, sendo que do lado argentino o que se via era um time ‘pilhado’ que tocava em todas as bolas: 4 a 8. O Brasil, que tinha Isac em quadra, via a Argentina seguir com boa vantagem no placar: 6 a 10. Com boa passagem de Alan no saque, o time verde e amarelo reagiu e encostou: 9 a 10, pressionando os argentinos, que conseguiram virar com bela jogada de De Cecco: 9 a 11. Com 9 a 12 no placar, o jogo era tenso e Renan voltou a pedir tempo e na volta Douglas Souza fez 10 a 12. No bloqueio de Fernando Cachopa, o placar caiu para um ponto e quem parou o jogo foi Marcelo Mendez: 11 a 12, sendo que na sequência veio um ace de Lucarelli: 12 a 12. Com pipe de Facundo Conte, a Argentina chegou ao match point: 13 a 14 e no bloqueio sobre Douglas Souza fechou em 13 a 15.

“Aconteceu uma inconstância em toda a competição. Fizemos ótimos sets, outros não tão bons e não conseguimos essa medalha que nós prometemos lutar até o último ponto. Tínhamos certeza que conseguiríamos e a frustração é muito grande. Foi um ciclo olímpico difícil, conseguimos bons resultados, mas não conseguimos a medalha que sonhamos. Temos que assumir as responsabilidades e seguir em frente. A Argentina tem méritos e souber lutar”, disse Bruninho.

“Não podemos tirar os méritos deles de maneira nenhuma. Eles têm uma equipe com volume de jogo enorme e é difícil de derrubar bola. Hoje, quando nos colocaram em dificuldades, não conseguimos fazer o nosso melhor voleibol”, explicou Renan, que ressaltou o empenho de todos.

“O mais importante é que houve entrega de todos. Todos queriam muito essa medalha, mas não foi suficiente. Nós alternamos momentos bons e outros de dificuldade e nós não conseguimos sair dessas dificuldades. Foi um jogo com muitas alternâncias, e a engrenagem como um todo não funcionou como estávamos acostumados”, complementou Renan.                

Neste sábado, ás 9h15min, Comitê Olímpico Russo e França disputam a medalha de ouro na Ariake Arena.

Equipes:

Brasil: Bruninho, Wallace, Leal, Lucarelli, Lucão, Maurício Souza e Thales (líbero)
entraram: Douglas Souza, Alan, Fernando Cachopa, Isac e Maurício Borges
técnico: Renan Dal Zotto

Argentina: De Cecco, Bruno Lima, Facundo Conte, Palacios, Sole, Loser e Danani (líbero)
entraram: Ramos, Matias Sanchez, Poglajen e Pereyra 
técnico: Marceo Mendez

foto: Volleyball World/FIVB

agosto 06, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil faz duelo contra a Argentina por bronze inédito

Brasil encara a Argentina pelo bronze
A Seleção Brasileira entra em quadra neste sábado, à 1h30min (horário de Brasília) para enfrentar a Argentina pela disputa da medalha de bronze dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. A derrota para o Comitê Olímpico Russo nas semifinais já faz parte do passado e o foco agora é conquistar a quinta medalha consecutiva em Olimpíadas e o inédito bronze. A partida terá transmissão da TV Globo e do SporTV.

O Brasil chega para o confronto tentando esquecer a derrota para o Comitê Olímpico Russo, mas principalmente da maneira como foi, quando chegou a ter 20 a 12 no terceiro set e acabou levando a virada. O técnico Renan Dal Zotto falou ao final do duelo sobre aprendizados, algo que sempre é importante, porém o momento é de foco total na busca por uma medalha, contra um adversário que fez jogo duro na fase classificatória.

“Que fiquem os aprendizados para que em momentos delicados como esse, consigamos encontrar outras soluções. Agora temos uma medalha para buscar e não vamos desistir dela em momento algum”, afirmou Renan Dal Zotto.

Até o momento, em Tóquio 2020, o time verde e amarelo somou vitórias sobre Tunísia (3 a 0), Argentina (3 a 2), Estados Unidos (3 a 1) e França (3 a 2) e uma derrota para o Comitê Olímpicos Russo (0 a 3) na fase de grupos. Nas quartas de final passou pelo Japão (3 a 0) e voltou a perder para os russos (3 a 1) nas semifinais. A campanha de nenhuma forma pode ser considerada ruim e independente de uma medalha, mostra que o Brasil segue sempre na briga por pódio nas competições.

Pelo lado da Argentina, comandada por Marcelo Mendez, e que tem como destaques do ponteiro Facundo Conte e o oposto Bruno Lima, a derrota para a França por 3 a 0 na semifinal deixou um gosto amargo, pois o time havia conquista a vitória sobre o adversário na fase classificatória. Além disso, nas quartas de final eliminou a fortíssima Itália, sendo que neste momento a medalha de bronze é a meta dos hermanos.

foto: Volleyball World/FIVB

agosto 05, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil leva virada dos russos e vai disputar a medalha de bronze

Leal contra bloqueio russo
Pela semifinal dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a Seleção Brasileira perdeu para o Comitê Olímpico Russo por 3 sets a 1, parciais de 25/18, 21/25, 24/26 e 23/25, na Ariake Arena. O time verde e amarelo fez um primeiro set perfeito, mas caiu de rendimento no restante do jogo, principalmente na terceira parcial, quando chegou a fazer 23 a 19 e acabou perdendo. Agora, a equipe comandada por Renan Dal Zotto se prepara para a disputa da medalha de bronze, quando enfrenta o perdedor de Argentina e França.

O primeiro set começou com as equipes forçando bastante o saque e os levantadores abusando das bolas rápidas pelo meio: 3 a 2. O jogo era bem disputado, mas com os atacantes levando a melhor sobre os bloqueios: 5 a 5, sendo que no ponto de Lucão, o Brasil abriu 7 a 5. No ace de Kliuka, o Comitê Olímpico Russo conseguiu igualar o placar novamente: 8 a 8, porém em dois pontos seguidos de Leal, os brasileiros voltaram a abrir: 11 a 9. No bloqueio de Maurício Souza, o placar era de 13 a 10, pressionando os russos, que forçavam bastante o saque. E no ace de Bruninho, o time verde e amarelo chegava a 16 a 12, fazendo Tuomas Sammelvuo pedir tempo. Lucão estava bem tanto no ataque quanto no bloqueio e com isso a diferença foi aumentando: 19 a 14. No final, o Brasil não diminuiu a pressão e com direito a ace de Lucarelli e outra bola de pipe fez 22 a 15, sendo que a vitória veio por 25 a 18, após saque russo para fora.

O segundo set começou com o Comitê Olímpico Russo mais solto em quadra e com o ponteiro Volkov soltando o braço no ataque: 1 a 4, o que obrigou o técnico Renan Dal Zotto parar o jogo. Em um ace, de muita sorte, de Maurício Souza, o placar diminuiu para 5 a 7, sendo que os russos estavam jogando de maneira muito rápida e bem defensivamente: 5 a 10. Após mais um erro de Wallace, ele acabou substituído por Alan, porém a dificuldade em alcançar o placar era grande: 7 a 12. Após um raly longo, os russos bloquearam Leal e fizeram 7 a 14. No ace de Alan, o Brasil fez 10 a 15, mostrando que o time ainda estava na briga pelo set e em outro ace, desta vez de Leal, o placar já era de 13 a 16. Em uma bola para fora de Mikhaylov, os brasileiros diminuíram para 15 a 17, fazendo com que a partida voltasse a ficar equilibrada. A reta final da parcial foi de pancadaria no saque: 18 a 22 e os russos, mesmo pressionados, acabaram levando a parcial por 21 a 25, após ponto de Kliuka.

A terceira parcial iniciou com mais um ace do Brasil, desta vez de Lucão, pra fazer 2 a 1. O jogo era equilibrado, com as equipes buscando seus principais atacantes, sendo que na bola de segunda de Bruninho o placar era de 5 a 5 e no bloqueio de Lucão, o Brasil voltou a frente do placar. Com Lucarelli atacando três vezes na mesma jogada, o time verde e amarelo tinha 8 a 6, sendo que na sequência Leal, em uma pipe, abriu 9 a 6. Infelizmente, Wallace não vinha sendo acionado, pois estava em um rendimento mais baixo, porém Lucão estava grande momento: 12 a 8. Com Thales fazendo um bom trabalho e com ponto de Leal, o Brasil fez 14 a 10, sendo que o desafogo dos russos era o central Iakovlev. O Brasil mantinha uma pressão forte, tanto no bloqueio, como rodando com bolas rápidas de meio: 18 a 11. Os brasileiros seguiram em no saque, colocando 20 a 12 no placar, porém os russos não estavam entregues e chegaram a diminuir para 20 a 16. Com Wallace fazendo uma pequena diagonal, o time brasileiro voltou a rodar: 21 a 16, e o que se viu foram duas seleções jogando demais (23 a 21), sendo que os russos reagiram e fizeram 24 a 24. Com uma virada incrível, com destaque para o saque bem encaixado, o time europeu fechou em 24 a 26.

O quarto set começou com o Brasil buscando voltar para o jogo e Lucão fazendo um bloqueio e Lucarelli usando a mão de fora: 3 a 1. Podlesnykh entrou no meio do set anterior no lugar de Volkov e permaneceu: 5 a 3. Os russos forçavam mais o saque e com Mikhaylov conseguiram abrir vantagem: 6 a 8, enquanto o saque brasileiro não dificultava em nada a recepção adversária: 7 a 9. Com 9 a 11 no placar, Lucarelli deixou a quadra para a entrada de Douglas Souza, sendo que o saque brasileiro seguia não entrando: 12 a 14. Na pipe com Leal, o Brasil empatou o duelo em 15 a 15, porém o serviço russo seguia forte e na passagem de Pankov o placar foi para 15 a 18. Neste momento, Douglas Souza apareceu bem no saque e no ponto de Lucão o placar voltou a ser igual: 18 a 18 e na sequência o Brasil fez 20 a 19. A emoção foi gigantesca na reta final da parcial: 22 a 21, e veio a inversão de 5-1, com Alan e Fernando Cachopa, onde erros de saque aconteciam e o challenge era bastante usado: 22 a 23. No final, vitória russa por 23 a 25, veio com grande muita força no ataque.

“É difícil fazer uma análise fria agora, e acredito que o principal foi não ter finalizado a oportunidade que tivemos no terceiro set, mas o time foi valente de voltar apesar da dificuldade que passamos no terceiro set. É difícil, frustrante porque estávamos fazendo um bom jogo. O nosso time lutou, mas os russos mereceram. Acredito que tudo tem um porquê e agora é apagar isso aqui e ir para o bronze”, disse Bruninho.

“Lamentamos demais não sair daqui com uma vitória. Queríamos muito estar disputando uma final, mas vamos olhar para frente. Parabéns a equipe russa porque jogou agressivo o tempo todo. Nós suportamos durante um bom tempo e na metade do jogo em diante não conseguimos imprimir um ritmo forte de saque e eles jogaram com o passe na mão”, explicou Renan, que prosseguiu.

“Têm coisas que acontecem no esporte, em várias seleções, que é travar em uma rede e isso aconteceu conosco hoje. Eles foram felizes com o número 1 (Podlesnykh), que entrou firme no saque, e são coisas que, infelizmente, acontecem no esporte”, concluiu.

“Eles deram uma reviravolta ali e é complicado quando o time está jogando bem e cai uma pedra em cima assim. É difícil reverter. No quarto fomos bem, mas eles começaram a ter confiança, cresceram e fizeram o que sabem de melhor, que é sacar muito forte. Ficamos tristes porque sempre queremos chegar na final. Acabou o jogo, bate uma tristeza, ficamos decepcionados porque queríamos estar representando o Brasil em mais uma final, mas uma medalha olímpica é muito grande”, disse Lucão.

Agora, a Seleção Brasileira encara o perdedor do confronto entre Argentina e França para a disputa da medalha de bronze.     

Equipes:

Brasil: Bruninho, Wallace, Leal, Lucarelli, Lucão, Maurício Souza e Thales (líbero)
entraram: Alan, Maurício Borges, Douglas Souza e Fernando Cachopa
técnico: Renan Dal Zotto

C.O. Russo: Kobzar, Mikhaylov, Volkov , Kliuka, Volvich, Iakovlev e Golubev (líbero) 
entraram: Pankov, Kurkaev e Podlesnykh
técnico: Tuomas Sammelvuo

foto: Volleyball World/FIVB

agosto 04, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil x Comitê Olímpico Russo é jogão pela semifinal

Lucarelli e Wallace
Nesta quinta-feira, à 1h, Brasil e Comitê Olímpico Russo se enfrentam pelas semifinais dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. As duas seleções chegam para o confronto somando cinco vitórias e apenas uma derrota, sendo que passaram, até de forma tranquila, pelas quartas de final, vencendo Japão e Canadá, respectivamente. O duelo terá transmissão da TV Globo e SporTV.

A Seleção Brasileira, que foi a segunda do Grupo B, vem de vitória sobre o Japão por 3 sets a 0 nas quartas de final, porém antes desse duelo já mostrou sua força ao vencer Estados Unidos e França. Entretanto, a única derrota do time comandado por Renan Dal Zotto até aqui na competição foi justamente para o Comitê Olímpico Russo, onde teve dificuldades para passar o bloqueio e com alguns jogadores atuando abaixo do esperado.

 “No outro jogo contra os russos faltou a questão da cobertura. Isso fez uma boa diferença. O passei não saiu tão bem, o bloqueio doa caras é grande e nós não podemos enfrentar. Então, a cobertura vai ser primordial para jogar contra eles. Além disso, também temos que bombardear o time eles no saque”, deu a dica o oposto campeão olímpico”, declarou o oposto Wallace.

Pelo lado do Comitê Olímpico Russo, a equipe, que foi primeira do Grupo B, acabou tendo apenas uma derrota para a França na última rodada da fase classificatória, e venceu o Canadá por 3 sets a 0 nas quartas de final. Entre os destaques do time treinado por Tuomas Sammelvuo está o experiente oposto Mikhaylov e o bom ponteiro
Volkov. Além disso, é um time acostumado a forçar bastante o saque para priorizar o seu bloqueio.

“Sabemos que os erros que comentemos são possíveis de evitar. Temos que caprichar algumas coisas e fazer as escolhas certas em tudo. Também dá para aumentar a concentração em alguns momentos. Sempre falamos que não vamos chegar na perfeição, mas o objetivo é chegar o mais perto possível como time”, afirmou o ponteiro Lucarelli, após a vitória sobre os japoneses.

Foto: Volleyball World/FIVB

agosto 03, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil faz jogo inteligente, vence Japão e está na semifinal

Leal foi um dos destaques contra o Japão
A Seleção Brasileira venceu o Japão por 3 sets a 0, parciais de 25/20, 25/22 e 25/20, na Ariake Arena pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Os destaques da vitória foram o levantador Bruninho, trabalhando muito rápido na distribuição, e o ponteiro Leal, que não tomou conhecimento do bloqueio adversário. Agora, o time verde e amarelo encara nas semifinais o Comitê Olímpico Russo, que passou pelo Canadá, e foi o único a vencer a equipe do técnico Renan Dal Zotto.

O Brasil entrou ‘ligado’ na partida e com Lucarelli no saque abriram 3 a 0, com direito a erro de rotação do adversário. Bruninho buscava bastante a bola rápida de meio prejudicando os japoneses: 5 a 2. Após um erro de Lucarelli no ataque e um bloqueio, os donos da casa encostaram: 6 a 5, mas o Brasil tinha Leal, que estava ‘querendo jogo’ e soltava o braço: 8 a 5. Infelizmente, o time verde e amarelo acabava cedendo alguns pontos de contra-ataque, o que mantinha o placar mais apertado: 9 a 7. Após erro de ataque japonês, Yuichi Nakagaichi pediu tempo e na volta a defesa adversária voltou a aparecer: 12 a 10. Em grande jogada de Bruninho para Lucarelli, o Brasil fez um ponto absurdo, abrindo 17 a 13. Os erros brasileiros seguiam, principalmente no saque, mas o time de Renan Dal Zotto seguia na frente: 18 a 16. Com Lucão em boa passagem no saque, a equipe brasileira conseguiu abrir nova vantagem: 20 a 16, porém os ponteiros japoneses trabalhavam muito bem a mão de fora e seguiam firmes na ‘briga’: 20 a 18. O oposto Nishida era o principal nome adversário, enquanto Bruninho distribuía a maioria das jogadas entre Wallace, Lucarelli e Leal: 22 a 20, sendo que no final veio a vitória por 25 a 20, após erro de ataque de Ishikawa.

O segundo set iniciou mais equilibrado, com o Japão forçando mais o saque e aproveitando o side-out: 4 a 3. Nishida crescia na partida e fazia a diferença neste inicio de parcial: 6 a 3, sendo que o oposto estava ‘gostando do jogo’ e com uma jogada bem trabalhada abriu 9 a 5, obrigando Renan Dal Zotto a pedir tempo. A defesa japonesa funcionava, ajudando os contra-ataques do adversário, chegando a 11 a 7 no placar. O Brasil tinha dificuldades em dar pressão na recepção adversária e com isso não conseguia se aproximar: 14 a 11. Com boa passagem de Fernando Cachopa (entrou no lugar de Bruninho) no saque, o Brasil chegou 15 a 14, mas logo Nishida voltou a aparecer para abrir 17 a 14. No belo saque de Lucarelli e ponto de Lucão, os brasileiros encostaram novamente em 17 a 16, e quem pediu tempo foi Nakagaichi. Na sequência, o Brasil empatou em 17 a 17, no bloqueio de Wallace virou o duelo e em uma bola para fora de Nishida, o placar era de 19 a 17.  Lucarelli estava muito ‘pilhado’ tanto no saque quanto no ataque: 21 a 19, sendo que no final, mesmo com alguns momentos de instabilidade, a vitória veio por 25 a 22, após ataque de Wallace e ponto confirmado no vídeo check.

Com 2 sets a 0, o Brasil foi para cima na terceira parcial, com destaque para Leal e Lucarelli, que estavam soltando o braço e abriram 7 a 4, obrigando um pedido de tempo logo no inicio de Nakagaichi. Os japoneses sentiam a pressão do saque brasileiro e acabavam errando mais, principalmente no side-out: 11 a 6. O Brasil não dava chances de reação para a seleção asiática, buscando incomodar também com o bloqueio: 14 a 8, sendo que Wallace, Leal e Lucarelli estavam soltos no ataque. O Japão estava entre em quadra, pois tinha dificuldades na virada de bola, tanto que o placar chegou a ficar de 19 a 13, com o Brasil não diminuindo a pressão. Na reta final, os brasileiros foram administrando a vantagem, até os asiáticos melhorarem no saque: 22 a 18, o que fez Renan parar o jogo. No retorno, a concentração do time do Brasil voltou até fechar em 25 a 20, após ataque de Maurício Souza.

“Já sabíamos que o jogo seria assim, que eles iriam defender, com volume de quadra muito grande e nós tivemos paciência para passar pelos momentos de dificuldade, de não rifar a bola, nem tomar bloqueio direto. Conseguimos fazer o que estava planejado, agredindo bastante no saque e isso dificultou para o lado deles”, avaliou o oposto Wallace.   

O duelo entre Brasil e Comitê Olímpico Russo será na quinta-feira, dia 5, à 1h, enquanto na outra semifinal se enfrentam os vencedores de Argentina x Itália contra o ganhador de Polônia x França. Esses dois jogos ocorrem ainda nesta terça-feira.

Equipes:

Brasil: Bruninho, Wallace, Lucarelli, Leal, Lucão, Maurício Souza e Thales (líbero)
entraram: Maurício Borges, Alan, Fernando Cachopa e Isac
técnico: Renan Dal Zotto

Japão: Sekita, Nishida, Ishikawa, Takahashi, Onodera, Yamauchi e Yamamoto (líbero) 
entraram: Ri Haku, Takanashi, Shimizu e Fujii
técnico: Yuichi Nakagaichi

foto: Volleyball World/FIVB

agosto 02, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil encara o Japão pelas quartas de final nesta madrugada

Thales e Lucarelli contra a França
A Seleção Brasileira volta a quadra para enfrentar o Japão, nesta terça-feira, à 1h (horário de Brasília) pelas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Após termina na segunda posição do Grupo B, com quatro vitorias e uma derrota, o time verde e amarelo conheceu seu adversário através de sorteio, sendo que os donos da casa acabaram na terceira colocação do Grupo A, somando três vitórias e duas derrotas. A partida terá transmissão da TV Globo e do SporTV.

O Brasil chega para a fase decisivo do torneio tendo feito partidas irregulares, mas com vitórias sobre Tunísia e Argentina, um jogo bem abaixo do seu rendimento, na derrota para o Comitê Olímpico Russo, e dois resultados importantes e de atuações destacadas sobre Estados Unidos e França. Aliás, esses dois últimos jogos mostraram que a equipe comandada por Renan Dal Zotto é uma das grandes favoritas a medalha na competição.

“O Japão é uma seleção extremamente técnica, que não dá ponto de graça para o time adversário porque quase não erra e de um volume de jogo muito grande. É uma partida onde precisamos ter bastante paciência porque dificilmente se derruba a bola logo no primeiro lance, além de, normalmente, ser um confronto mais longos”, disse o técnico Renan, que sabe da pressão por se tratar agora de etapa eliminatórias.

“Temos que estar muito bem preparados porque quartas de final sempre é uma fase difícil, jogo único e em torno disso tem uma tensão muito grande. Vamos estudar muito e treinar em função da equipe japonesa”, afirmou Renan.

O Japão foi derrotado para Itália e Polônia, consideradas as duas seleções mais fortes do Grupo A, e venceu Venezuela, Canadá e Irã, sendo que neste último jogo, que valia a classificação para as quartas de final, a equipe soube sofrer e venceu no tie-break com atuações destacadas do oposto Nishida e do ponteiro Ishikawa. Vale destacar ainda o poder defensivo do time asiático.

foto: VolleyballWorld/FIVB

agosto 01, 2021

(Jogos Olímpicos) Em grande jogo, Brasil derrota a França no tie-break

Bloqueio brasileiro contra a França
Na última partida da fase de grupos dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a Seleção Brasileira venceu a França por 3 sets a 2, parciais de 25/22, 37/39, 25/17, 21/25 e 20/18, na Ariake Arena. Com o resultado, o time verde e amarelo chegou aos 10 pontos e ainda espera o término da rodada para saber se ficará em 1º ou 2º no Grupo B, dependendo do resultado entre Comitê Olímpico Russo e Tunísia. Um dos destaques da vitória sobre os franceses foi o central Lucão, que teve grande atuação no bloqueio.

A partida iniciou bem equilibrada, mas diferente de outros jogos o Brasil entrou ligado, com direito a bloqueio sobre Ngapeth: 4 a 3, e para o bom trabalho de Lucão no bloqueio: 7 a 4. Os franceses melhoraram no saque e voltaram ao jogo: 8 a 7, mas a defesa brasileira estava ligada e os atacantes sendo eficientes: 10 a 7. Wallace estava com 100% de aproveitamento no ataque fazendo 14 a 11, mostrando que estava ‘on’: 16 a 13. O Brasil mantinha um bom rendimento no saque, com destaque para Lucarelli: 18 a 14, sendo que o time europeu buscava o mesmo, mas errava bastante: 20 a 16. Em uma bela pipe, a França encostou em 21 a 19, obrigando Renan Dal Zotto a pedir tempo. A parada deu resultado e os brasileiros retomaram o domínio, abrindo vantagem e fechando o primeiro set em 25 a 22, após saque na rede de Ngapeth.

O segundo set começou igual ao anterior, ou seja, bem equilibrado: 3 a 3. Em um belo rally, a França fez 5 a 6, com o oposto Patry e vibrava bastante. Em um saque de Lucarelli, que beliscou a rede, o Brasil deixou tudo igual: 8 a 8, sendo que a partida era bem disputada: 11 a 11. Ninguém conseguia abrir mais de dois pontos de diferença: 15 a 15, sendo que os franceses defendiam melhor, tanto que conseguiram com Patry parar Leal: 15 a 17. Na reta final, os franceses mantiveram a vantagem, fazendo 17 a 19, porém o Brasil seguia bem no ataque, seja com Wallace ou Leal. No ataque de Ngapeth, a França fez 19 a 22, porém Douglas Souza entrou no jogo e após um rally longo e ponto de Lucarelli o placar era de 21 a 22. O que se viu a partir daí foi troca de pontos para os dois lados: 25 a 25 e muita disputa, com direito a bloqueios, em especial um de Bruninho no simples: 34 a 33, sendo que a parcial acabou em 37 a 39, após ataque de Ngapeth.

Com 1 a 1 em sets, a terceira parcial só poderia iniciar equilibrada, ainda mais com as seleções mostrando um alto nível de voleibol: 4 a 4. Lucão estava muito bem e em um bloqueio perfeito em Ngapeth, o Brasil abriu 7 a 5. Bruninho fazia bela distribuição e em mais um ponto de Lucão, o placar foi para 10 a 6, obrigando Laurente Tille a pedir tempo. Leal, que havia saído na reta do final do set anterior, voltou no terceiro set e estava soltando o braço: 14 a 9. Quem também estava demais era Lucão e em mais um bloqueio fez o Brasil abrir 17 a 10. A França acabou tendo várias mudanças em quadra buscando alternativas: 19 a 13, porém o Brasil estava seguro em quadra, tendo qualidade no side-out: 21 a 14. No final, o time verde e amarelo apenas administrou a vantagem para vencer em 25 a 17, após novo bloqueio de Lucão.

O Brasil entrou com tudo no quarto set e com dois bloqueios, sendo um de Leal e outro de Bruninho, além de um ace de Wallace, o placar era de 5 a 1. Após pedido de tempo francês, o time europeu conseguiu fazer o side-out e voltou para o jogo após ataque de Ngapeth: 6 a 4. Neste momento, o jogo voltou a ficar equilibrado, principalmente com os franceses defendendo mais: 10 a 10. Apesar do duelo estar bem parelho, o Brasil mostrava um bom voleibol, com a maioria dos jogadores tento as suas melhores atuações até o momento em Tóquio: 13 a 13. Em mais um bloqueio de Lucão, o time verde e amarelo fez 15 a 14, mas após dois erros brasileiros, os franceses fizeram 15 a 17, obrigando Renan a pedir tempo. Em um lance excepcional de Lucarelli, o Brasil encostou: 17 a 18, deixando o set ainda mais emocionante. Entretanto, os franceses defendiam muito e com o Brasil perdendo um pouco a concentração, o placar foi se distanciando, sendo que o time europeu fechou em 21 a 25, após ataque de Patry.

O tie-break não poderia começar melhor para o Brasil, que após dois bloqueios conseguiu aplicar 4 a 0. A França deu uma melhorada, mas não conseguia segurar o volume de jogo brasileiro, que fazia 8 a 4 na virada de quadra. Mesmo com essa vantagem, o duelo era tenso e cada ponto muito disputado, sendo que no bloqueio de Le Goff, os franceses diminuíram para 8 a 6. O time europeu arriscava no saque, errando mais também, sendo que no ponteiro de Lucarelli, o Brasil tinha 11 a 8. Ngapeth era um diferencial e no seu ataque o placar era de 12 a 11. Na sequência, os brasileiros tiveram problema na virada de bola, fazendo com que os franceses fizessem 12 a 13. O duelo ficou emocionante no final, com belas defesas (14 a 14) e jogadas incríveis (16 a 16), sendo que a vitória foi brasileira por 20 a 18, após saque de Lucão, que voltou para a quadra brasileira e acabou em ponto de Leal.

Classificada as quartas de final, a Seleção Brasileira espera seu adversário que sairá do Grupo A, sendo que os postulantes são Itália, Canadá, Japão ou Irã.

Equipes:

Brasil: Bruninho, Wallace, Leal, Lucarelli, Maurício Souza, Lucão e Thales (líbero)
entraram: Maurício Borges, Douglas Souza, Fernando Cachopa, Alan e Isac
técnico: Renan Dal Zotto

França: Toniutti, Patry, Ngapeth, Clevenot, Chinenyeze, Le Goff e Grebennikov (líbero)  
entraram: Louati, Brizard, Boyer, Bultor e Kevin Tillie
técnico: Laurent Tillie

foto: VolleyballWorld/FIVB

julho 31, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil encara a França em último jogo da fase de grupos

Brasileiros em ação
Neste sábado, às 23h05min (horário de Brasília), a Seleção Brasileira entra em quadra para enfrentar a França na última partida da fase de grupos dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Na segunda colocação, com oito pontos, o time verde e amarelo já está classificado para as quartas de final, mas busca a vitória para ‘sonhar’ com o primeiro lugar do Grupo B, mas, principalmente, para evitar um confronto diante da Polônia na fase seguinte. A partida terá transmissão da TV Globo e SporTV.

O Brasil vem de um excelente resultado contra os Estados Unidos, virando um jogo após perder o primeiro set por 30/32. Além disso, a equipe do técnico Renan Dal Zotto teve um bom rendimento em vários fundamentos, como saque e ataque, com destaque para a boa atuação de Lucarelli e a distribuição de Bruninho. Leal já parece mais conectado com a Olimpíada, enquanto Wallace ainda não mostrou o mesmo rendimento apresentado na Liga das Nações.

A França, que perdeu para Estados Unidos (3 a 0) e Argentina (3 a 2) venceu a Tunísia e na rodada passada quebrou a invencibilidade do Comitê Olímpico Russo ao fazer 3 sets a 1. A equipe russa já vinha sendo considerada imbatível, porém Ngapeth e companhia mostraram que não é bem assim e voltaram a briga por vaga nas quartas de final. Não podemos esquecer que nos Jogos do Rio de Janeiro/2016, brasileiros e franceses fizeram um duelo decisivo na ultima rodada da fase de grupos, praticamente criando as oitavas de final, pois quem perdeu o jogo caiu fora e quem venceu seguiu na competição.

“Temos que buscar a melhor classificação possível e depois pensar com quem vamos cruzar do outro grupo. Temos um jogo fundamental contra a França e que vai ser para eles também, já que perderam algumas partidas. Temos um dia só para estudar e nos preparar e vamos entrar com a mesma disposição que entramos hoje (contra os Estados Unidos). É assim que o Brasil sabe jogar”, disse o técnico Renan Dal Zotto.

Para se ter uma ideia, o Comitê Olímpico Russo aparece na liderança do Grupo B, com nove pontos, e enfrenta a Tunísia (lanterna da chave), ou seja, tem grandes chances de garantir o primeiro lugar. Na sequência aparecem Brasil (oito pontos), França (sete pontos) e Estados Unidos (seis pontos), sendo que os norte-americanos encaram a Argentina, que soma cinco pontos. Ou seja, se os brasileiros perderem para os franceses e os Estados Unidos ganharem dos hermanos, existe a possibilidade da final da Liga das Nações ocorrer já nas quartas de final.

No Grupo A, a Polônia lidera com dez pontos, seguida de Itália, com oito pontos, Canadá (com sete pontos), Japão (com seis pontos) e Irã (com cinco pontos), sendo que teremos japoneses e iranianos se enfrentando na última rodada. Vale lembrar que o primeiro de cada chave enfrenta o quarto do outro grupo, porém a definição do restante das quartas de final ocorre através de sorteio, ou seja, quando o 2º do A enfrenta o 2º ou 3º de B, e consequentemente, o 2º de B encara 2º ou 3º de A.

foto: VolleyballWorld/FIVB

julho 30, 2021

(Jogos Olímpicos) De virada. Brasil vence jogo duro contra Estados Unidos

Lucarelli encara o bloqueio norte-americano
Em sua quarta partida nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a Seleção Brasileira venceu os Estados Unidos, de virada, por 3 sets a 1, parciais de 30/32, 25/23, 25/21 e 25/20, na Ariake Arena. O resultado faz a equipe verde e amarela se classificar de forma antecipada para as quartas de final, sendo que agora aparece na segunda colocação, com oito pontos. Os destaques da partida foram o ponteiro Lucarelli, bem no ataque e no saque, e o levantador Bruninho com grande distribuição.

A partida iniciou com os Estados Unidos melhor em quadra e abrindo 0 a 4, com Anderson no saque, obrigando Renan Dal Zotto a pedir tempo. Com Leal na pipe, o Brasil marcou seu primeiro ponto em um placar que estava 1 a 5. Em boa passagem de Bruninho pelo saque e boas defesas, o time brasileiro encostou: 3 a 5, sendo que num erro de ataque de Anderson, os brasileiros diminuíram ainda mais a vantagem: 5 a 6. Com Leal soltando o braço, o marcador era de 8 a 8 e na sequência, um ace de Wallace fez o Brasil ficar pela primeira vez na frente: 9 a 8. Quando o placar anotava 10 a 8 foi a vez de John Speraw pedir tempo, sendo que a atitude do Brasil em quadra era diferente das partidas anteriores, mostrando muita vibração a cada ponto: 13 a 10. O passe brasileiro funcionava, o que ajudava Bruninho a fazer jogadas mais rápidas, principalmente no meio: 16 a 13. Na bela bola de Sander, os Estados Unidos empataram o jogo em 16 a 16, mostrando que o jogo não seria nada fácil. Com Maurício Borges em quadra para melhorar a recepção, o time verde e amarelo cresceu 19 a 20, sendo que os norte-americanos estavam melhores no saque. A parcial foi disputada ponto a ponto: 23 a 23 e com destaque para Lucão, muito bem no saque e no ataque, e Bruninho, muito bem na distribuição, o Brasil se mantinha na frente: 25 a 24. Entretanto, com boa defesa no fundo e belo contra-ataque, os norte-americanos viraram: 27 a 28. Em um final, bastante tenso e bem jogado, Anderson foi um dos destaques e no erro de recepção de Leal, os Estados Unidos venceram por 30 a 32.

O segundo set começou com as duas equipes soltando o braço no saque e buscando seus principais atacantes: 3 a 3. O jogo era muito equilibrado, com Bruninho e Christenson mostrando porque foram os levantadores mais cobiçados no mercado de transferência da temporada: 7 a 7. Era vídeo challenger, era gritos vindo do banco de reservas e uma partida bem disputada, sendo que um bloqueio triplo sobre Defalco fez o Brasil abrir 11 a 9. No ace de Leal, os brasileiros abriram 13 a 9, porém os norte-americanos tinham Anderson, que teve boa passagem no saque e. aproveitando os contra-ataques, encostaram: 14 a 13. A partida seguia equilibrada, com as equipes trocando pontos e os levantadores dando aula de distribuição: 16 a 16. Com um bloqueio triplo e um ace de Lucarelli, o Brasil fez 18 a 16, fazendo John Speraw pedir tempo. Essa vantagem foi importante para os brasileiros terem tranquilidade na virada de bola e no bloqueio de Bruninho o placar era de 22 a 18. Entretanto, Sander teve boa passagem no saque e o placar foi para 22 a 21 fazendo Renan Dal Zotto pedir tempo. No final, mais tensão em quadra, e vitória brasileira por 25 a 23, após ponto chorado no ataque de Alan.

Como não poderia deixar de ser, a terceira parcial também iniciou equilibrada: 3 a 3. Com Bruninho conseguindo trabalhar tanto com os centrais quanto nas pontas, o Brasil mantinha o placar equilibrado, pois do outro lado, os norte-americanos tinha Defalco e Anderson definido no ataque: 6 a 6. O marcador só foi escapar, a favor do Brasil quando Lucarelli acertou dois aces seguidos: 10 a 7, sendo que o time verde e amarelo crescia nos contra-ataques: 14 a 10. Em um bloqueio triplo sobre Sander, o Brasil chegou a 18 a 13, mostrando um grande volume de jogo. E esse fundamento ia incomodando os norte-americanos, tanto que Leal pegou Holt: 21 a 16. No final, os brasileiros administraram a vantagem trabalhando bem no side-out e fechando por 25 a 21, após ataque de Lucão.

Os norte-americanos iniciaram ‘ligados’ no quarto set, com destaque para o ponteiro Defalco: 2 a 4. Em um belo rally, os Estados Unidos abriram 4 a 7, mas o Brasil estava no jogo, e melhorando na defesa e nos contra-ataques encostou: 6 a 7. Em mais uma grande passagem no saque de Lucarelli, o time verde e amarelo abriu 10 a 8, fazendo John Speraw pedir tempo. Os brasileiros seguiram em ritmo intenso e no bloqueio de Leal fizeram 12 a 9, sendo que os norte-americanos agrediam no saque e não deixavam o placar escapar demais: 12 a 11. Com Leal soltando o braço no saque, o Brasil foi abrindo e chegou a fazer 17 a 12, após condução de Anderson. No saque de Sander, os Estados Unidos se recuperaram e encostaram: 18 a 16, mostrando que não estava nada ganho ainda. Mesmo após pedido de tempo de Renan, o Brasil levou sufoco e viu o placar chegar a 20 a 19. Na reta final, os brasileiros conseguiram melhorar nos contra-ataques, com Wallace pedindo bola e virando: 23 a 20, sendo que no final a vitória veio por 25 a 20, após largadinha de Leal.

“Estou muito feliz porque perdemos o primeiro set, começamos sob pressão, com o Anderson sacando muito bem e nós buscamos, passamos a frente e perdemos por diferença de dois pontos. Depois tivemos uma consistência maior e nosso ataque funcionou como normalmente. Sabíamos que seriam assim. Brasil contra Estados Unidos é sempre assim, um jogo muito equilibrado e essa vitória hoje foi muito importante para o nosso time”, afirmou o técnico Renan Dal Zotto.

“Começamos um pouco mais nervosos hoje, cometendo erros meio bobos, mas depois tivemos cabeça. Quando conseguimos equiparar, a equipe cresceu. Fizemos o nosso melhor jogo de pressão de saque no adversário e quando isso acontece complica para qualquer equipe. Se mantiver essa pressão de saque vai ajudar bastante o nosso time já que, nesse nível em que estamos jogando aqui, quanto melhor conseguir sacar, melhor”, concluiu o central Lucão.

O Brasil volta a quadra no próximo sábado, dia 31, às 23h05min, diante da França, no último jogo da fase classificatória.

Equipes:

Brasil: Bruninho, Wallace, Leal, Lucarelli, Lucão, Maurício Souza e Thales (líbero)
entraram: Maurício Borges, Fernando Cachopa, Alan e Isac
técnico: Renan Dal Zotto

Estados Unidos: Christenson, Anderson, Defalco, Sander, Holt, Stahl e Erik Shoji (líbero)
entraram: Jaeschke, Muagututia e Smith
técnico: John Speraw

foto: VolleyballWorld/FIVB

julho 29, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil e Estados Unidos fazem duelo ‘tenso’ nesta quinta-feira

Brasileiros diante do Comitê Olímpico Russo
Nesta quinta-feira, às 23h05min, a Seleção Brasileira enfrenta os Estados Unidos em sua quarta partida pelos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Na terceira posição do Grupo B, com cinco pontos, o time verde e amarelo quer a vitória para se classificar de maneira antecipada as quartas de final, o mesmo objetivo dos norte-americanos, que estão no segundo lugar, com seis pontos. A partida terá transmissão da TV Globo e do SporTV.

O duelo é considerado importantíssimo para as duas seleções, pois além de se tratar de um clássico do voleibol mundial, quem perder pode chegar a rodada decisiva com a ‘corda no pescoço’, já que a França vem logo atrás com quatro pontos e a Argentina soma três pontos na chave. Nesta rodada, os hermanos enfrentarão a Tunísia (com grande possibilidade de somar mais três pontos), enquanto os franceses encaram o Comitê Olímpico Russo buscando encontrar o seu melhor voleibol.

“Os dois próximos jogos são de vida ou morte. Contra os Estados Unidos temos que nos entregar ao máximo. É uma equipe que tem volume de jogo muito grande, que joga acelerado, tem defesa e vai se rum jogo longo. As duas equipes se conhecem bem e temos que ser muito estratégicos na forma como vamos encarar”, disse Renan Dal Zotto, lembrando que após os Estados Unidos o adversário da rodada final será a França.

A derrota por 3 sets a 0 para o Comitê Olímpico Russo na rodada passada ligou o sinal de alerta para melhorar a seleção em alguns fundamentos, como o saque. Entretanto, todos sabem que os russos jogaram um ótimo voleibol e que o primeiro set poderia ter sido a favor dos brasileiros, o que poderia ter mudado toda a partida. Resta saber como será a postura diante dos Estados Unidos, principalmente no começo do jogo, já que nos dois primeiros jogos (Tunísia e Argentina) a equipe demorou para engrenar em quadra.

“Não tem jogo fácil aqui. Temos que parar, reconstruir e buscar a vitória. É olhar para frente, pensar nos Estados Unidos, levantar a moral porque o campeonato ainda é longo. Nós, da comissão técnica, vamos analisar, ver o que precisa melhorar e trabalhar em cima dos Estados Unidos”, concluiu Renan.

foto: VolleyballWorld/FIVB

julho 28, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil sofre com bloqueio e perde para o Comitê Olímpico Russo

Bloqueio brasileiro contra o Volkov
Na terceira partida nos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a Seleção Brasileira perdeu para o Comitê Olímpico Russo por 3 sets a 0, parciais de 22/25, 20/25 e 20/25, na Ariake Arena. Com o resultado, o time verde e amarelo cai para a terceira posição do Grupo B, com cinco pontos, atrás dos russos, que somam agora nove, e dos norte-americanos, com seis. Os grandes nomes da partida foram o ponteiro Volkov e o oposto Mikhaylov.

Como não poderia deixar de ser, a partida iniciou equilibrada e com muita pancada no saque. Ninguém conseguia abrir vantagem, com destaque para Volkov de um lado e Wallace do outro: 7 a 7. Na bola fora de Leal, os russos abriram 9 a 11, porém com ataque e bloqueio de Lucarelli, os brasileiros deixaram tudo igual: 12 a 12. Na sequência, o bom saque de Leal prejudicou a recepção adversária, e o Brasil virou o duelo: 13 a 12. As duas seleções erravam muito o saque, sendo que a vantagem de apenas um ponto para os brasileiros terminou em um erro de contra-ataque: 17 a 17. Um ace de Lucão fez o time verde e amarelo volta a frente do placar e logo, o Brasil tinha 20 a 18. Entretanto, os russos melhoraram no bloqueio e conseguiram a virada em 20 a 21, obrigando Renan Dal Zotto a pedir tempo. O Comitê Olímpico Russo manteve a pressão e aproveitando os contra-ataques venceu a parcial Poe 22 a 25, tendo muito destaque no bloqueio.

O Brasil entrou no segundo set desconcentrado e com os russos crescendo, tendo como destaque o oposto Mikhaylov: 1 a 4. O time verde e amarelo encostou no placar quando Bruninho começou a trabalhar com os centrais, sendo que o Comitê Olímpico Russo não estava tão eficiente no saque: 7 a 9. Entretanto, os brasileiros não estavam bem no ataque, tentando encarar o bloqueio: 7 a 12, sendo que o ponteiro Volkov era um dos nomes da partida. Após um erro na recepção, Lucarelli acabou substituído por Douglas Souza, enquanto Fernando Cachopa entrou na vaga de Bruninho. Com uma pipe de Douglas Souza e uma invasão por cima, o Brasil voltou para o jogo: 10 a 13, sendo que as mudanças surtiram efeito: 12 a 14. Pressionados, os russos apostavam em Mikhaylov: 13 a 16 e conseguiram na sequência uma boa vantagem: 14 a 19. Com o saque do Brasil não entrando, a equipe européia foi abrindo até conseguir a vitória por 20 a 25.

No terceiro set, com Bruninho de volta a quadra e a permanência de Douglas Souza, o Brasil equilibrou as ações: 5 a 5. No ace de Kliuka, os russos abriram 7 a 8, mas o importante era que o Brasil seguia melhorando no ataque, com destaque para Douglas Souza. O jogo era bem disputado, porém era evidente o desempenho abaixo de Wallace, que estava bem marcado: 11 a 13. Volkov seguia sendo um dos nomes da partida, enquanto no Brasil um dos destaques era Lucão: 13 a 15, sendo que os russos estavam melhor no jogo e abriram 16 a 20. O Brasil esboçava uma reação, quando o saque encaixava: 19 a 21, mas o momento dos russos era melhor: 20 a 23, sendo que no final a vitória foi do Comitê Olímpico Russo por 20 a 25, após bloqueio triplo sobre Leal.

“Temos que ressaltar que, pelo menos hoje, eles estão em um nível maior do que o nosso. Alimentamos no que eles são bons, que é o bloqueio, além de terem sacado muito bem. E quando se joga na frente fica mais fácil. Hoje não conseguimos impor nosso jogo e eles estão de parabéns. Não temos tempo de lamentar”, disse o central Lucão.

“No primeiro set estávamos jogando de igual para igual e tivemos pelo menos seis contra-ataques que não conseguimos efetivar. Enfrentamos muito o bloqueio deles e eles têm méritos também. Eles tiveram uma excelente eficiência no bloqueio e nós precisamos ter um pouco mais de paciência para jogar ou estourar porque eles vão realmente muito alto. Temos que pensar estrategicamente em como superar isso”, explicou o técnico Renan Dal Zotto.   

Na próxima sexta-feira, dia 30, às 23h05min, o Brasil volta a quadra para enfrentar os Estados Unidos.

Equipes:

Brasil: Bruninho, Wallace, Leal, Lucarelli, Maurício Souza, Lucão e Thales (líbero)
entraram: Fernando Cachopa, Alan, Douglas Souza e Maurício Borges
técnico: Renan Dal Zotto

Comitê Olímpico Russo: Kobzar, Mikhaylov, Volvich, Iakovlev, Volkov, Kliuka e Golubev (líbero)
entraram: Pankov
técnico: Tuomas Sammelvuo

foto: VolleyballWorld/FIVB

julho 27, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil encara russos em mais um desafio em Tóquio

Brasileiros em mais um jogo em Tóquio
Nesta quarta-feira, às 9h45min (horário de Brasília), a Seleção Brasileira volta a quadra para enfrentar o Comitê Olímpico Russo em sua terceira partida nos Jogos Olímpicos de Tóquio/2020. Após vencer a Tunísia e a Argentina, o time verde e amarelo aparece na segunda posição do Grupo B, com cinco pontos, um a menos que os russos, que assim como os brasileiros, são os únicos invictos da chave.

A equipe brasileira chega para o duelo mais confiante após um confronto duríssimo diante da Argentina, onde o time precisou ter poder de reação para vencer no tie-break. Após o confronto, o capitão Bruninho e o técnico Renan Dal Zotto valorizaram o grupo de jogadores, mostrando a força que o Brasil tem com inúmeras peças para cada momento de uma partida.

“Nós temos o que é fundamental em vitórias como essa, e o que me deixa muito orgulhoso, que são os 12 jogadores que jogam juntos. Todos deram sua contribuição nos momentos de dificuldade. Mais uma vez mostramos que temos um grupo muito bom e isso é uma demonstração de força da seleção brasileira. Nossa equipe fez a diferença”, afirmou o levantador Bruninho.

“Já sabíamos que seria um jogo tenso. Brasil e Argentina sempre têm esse script de jogo duro, longo, tenso. Eles defenderam muito bem, a linha de passe funcionou, mesmo com o nosso saque forçado, mas conseguimos a vitória. Fiquei feliz, primeiro pela vitória, claro, e também pela demonstração de equipe. Mexemos um pouco e o bacana é que quem está saindo está jogando junto com quem está dentro”, concluiu Renan Dal Zotto.

Os russos venceram a Argentina (3 a 1) e os Estados Unidos (3 a 1) mostrando muita força ofensiva, principalmente no saque. No Grupo A, o Japão aparece na liderança com seis pontos, enquanto Irã (com cinco pontos) e Polônia (com quatro pontos) aparecem na sequência.   

foto: VolleyballWorld/FIVB

julho 26, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil tem altos e baixos, mas vence Argentina no tie-break

Bloqueio brasileiro contra a Argentina
Na segunda partida nos Jogos Olímpicos Tóquio/2020, a Seleção Brasileira venceu a Argentina por 3 sets a 2, parciais de 19/25, 21/25, 25/16, 25/21 e 16/14, na Ariake Arena. Desde o começo do jogo, o time verde e amarelo teve dificuldades no ataque e de encaixar o saque e o passe, sendo que a partir do terceiro set ocorreu uma melhora, mesmo com os altos e baixos seguindo até o final. O destaque ficou por conta das entradas de Fernando Cachopa (3º set) e Alan (4º set), além de um Leal que mostrou a que veio no Japão.

A partida começou bem jogada, com as equipes defendendo bastante e o placar de igualdade: 3 a 3. No ace de Bruno Lima, os argentinos abriram 3 a 5 e na sequência, com erro de Isac, o técnico Renan Dal Zotto pediu tempo. Em um rally intenso, o central brasileiro bloqueio o oposto adversário para colocar o time verde e amarelo de volta ao jogo. Após dois pontos seguidos de Wallace, o placar estava igual: 7 a 7 e o equilíbrio era evidente em quadra 11 a 11. O levantador De Cecco fazia bom trabalho de distribuição, principalmente com os centrais: 14 a 16. Os argentinos sacavam e defendiam muito bem, incomodando o time verde e amarelo: 15 a 19. O saque do Brasil não encaixava, o que facilitava para os adversários: 18 a 22, sendo que na reta final, a Argentina manteve o ritmo e venceu por 19 a 25, após bloqueio em Wallace.   

O segundo set iniciou com a Argentina seguindo bem na defesa, mas com o Brasil buscando mais alternativas no ataque, como a bela bola de Bruninho para Lucão: 4 a 4. Leal fazia uma parcial igual a anterior, ou seja, bem baixo do seu estilo, e isso prejudicava o ataque brasileiro: 6 a 8. Com a Argentina crescendo em quadra, Douglas Souza foi chamado (assim como aconteceu diante da Tunísia) para substituir e na primeira bola virou: 7 a 10. Mesmo com o passe não saindo, o Brasil começou a jogar mais, principalmente Lucarelli: 11 a 12, sendo que o time verde e amarelo já encaixava melhor o saque: 14 a 15. A Argentina seguia se mantendo na frente, com destaque para o oposto Bruno Lima, porém o Brasil já mostrava uma melhora em quadra: 17 a 18, mas os hermanos estavam melhor e abriram 17 a 21. Fernando Cachopa veio para quadra no lugar de Bruninho, assim como Maurício Borges, mas no final, os argentinos levaram a melhor e, com De Cecco jogando demais, fizeram 21 a 25.

Com 2 sets a 0 contra, Renan Dal Zotto entrou na terceira parcial com Fernando Cachopa em quadra e com a volta de Leal e logo abriram 4 a 1. No bloqueio de Maurício Souza, o placar era de 5 a 1, fazendo Marcelo Mendez pedir tempo para organizar a Argentina. Assim como o saque, que começou a entrar, o passe também melhorou: 4 a 7, porém restava Leal entrar no jogo e na sequência o ponteiro achou o primeiro ace da partida: 4 a 8. Fernando Cachopa, que errou em uma bola de segunda, acabou acertando na mesma jogada um belo bloqueio, mostrando que o Brasil estava de volta ao jogo: 6 a 10. O Brasil abriu boa vantagem: 13 a 8, sendo que o contra-ataque ainda não estava preparado, porém o time mostrava uma reação para a partida. Com grande volume de jogo, o time verde e amarelo foi abrindo no placar: 18 a 11, sendo que Leal estava mais confiante, algo que não se via mais nos argentinos. Na reta final do set, o que se viu foi o Brasil dominando em quadra e fechando a parcial em 25 a 16, após uma finta linda de Fernando Cachopa.

O quarto set iniciou bem equilibrado, com os opostos bem acionados, casos de Wallace e Bruno Lima. Com dois erros de passe do Lucarelli, a Argentina cresceu e fez 3 a 5, fazendo Renan Dal Zotto parar o duelo, sendo que esse fundamento atrapalhava os brasileiros, que viam o placar se distanciar: 3 a 7. No ace de Bruno Lima, a Argentina abria vantagem e com muitos problemas a diferença ia aumentando: 4 a 10. Com Lucarelli no saque, com direito a ace, o Brasil buscava uma reação: 8 a 12, mas foi em um rally bem longo, com ataque de Alan explorando o bloqueio, que o time de Renan Dal Zotto mostrou que poderia voltar ao jogo: 11 a 15. Quando os argentinos estavam abrindo vantagem, o Brasil foi para cima, engrenou no saque de Alane encostou: 16 a 17. Os argentinos sentiram a pressão e no ataque de Lucão, o time verde e amarelo virou 18 a 19, sendo que a reta final cada ponto era bastante tenso, mas a agressividade do Brasil apareceu e a vitória veio por 25 a 21, após ataque de Leal explorando o bloqueio.

O tie-break iniciou tenso, com defesas dos dois lados, mostrando que não ia faltar emoção. Cada ponto era suado, sem bola perdida, e com muita pancadaria: 3 a 3. O Brasil defendia melhor, deixando os argentinos pressionados, porém ainda ligados no jogo: 5 a 5. Na virada de quadra, os hermanos estavam na frente por 8 a 7, após bola de segunda de De Cecco. No bloqueio sobre Leal, o time de Marcelo Mendez abriu 9 a 11, fazendo Renan Dal Zotto pedir tempo. Com boa passagem de Alan no saque, o Brasil deixou tudo igual 11 a 11, e quem pediu tempo foi Marcelo Mendez. No final, Leal foi importante no saque para quebrar o passe argentino e, nos detalhes, a equipe brasileira fechou o confronto em 16 a 14.

“O time demorou um pouquinho a acordar, como no jogo passado, e eles fizeram dois primeiros sets impecáveis. Sacaram muito bem, quebraram nosso passe, e depois que conseguimos encaixar melhor o nosso saque, o time cresceu. A nossa virada do quarto set foi incrível e baixou o time deles. A partir do momento em que conseguimos colocar a cabeça no lugar, conseguimos encontrar o equilíbrio e fazer o jogo que precisávamos”, disse Lucão.

A próxima partida da Seleção Brasileira será na quarta-feira, dia 28, às 9h45min (horário de Brasília) contra o Comitê Olímpico Russo.

Equipes:

Brasil: Bruninho, Wallace, Leal, Lucarelli, Lucão, Isac e Thales (líbero)
entraram: Fernando Cachopa, Alan, Maurício Souza, Douglas Souza e Maurício Borges
técnico: Renan Dal Zotto

Argentina: De Cecco, Bruno Lima, Facundo Conte, Palacios, Loser, Solé e Danani (líbero)
entraram: Matias Sanchez, Pereyra, Poglajen e Ramos
técnico: Marcelo Mendez

foto: VolleyballWorld/FIVB

julho 25, 2021

(Jogos Olímpicos) Seleção Brasileira encara a Argentina nesta segunda-feira

brasileiros contra a Tunísia
Nesta segunda-feira, às 9h45min (horário de Brasília), a Seleção Brasileira encara a Argentina em seu segundo duelo pelos Jogos Olímpicos de Tóquio. O time verde e amarelo vem de vitória sobre a Tunísia na estreia, enquanto os comandados de Marcelo Mendez perderam para o Comitê Olímpico Russo. A partida terá transmissão da TV Globo, SporTV e Bandsports.

Contra a equipe africana, o técnico Renan Dal Zotto resolveu poupar Maurício Souza e utilizou Isac, que teve boa atuação, mas deve voltar ao banco de reservas. O ponteiro Leal acabou não tendo uma boa estreia, errando muito no passe e tendo dificuldades na virada de bola, e foi substituído por Douglas Souza, que foi uma peça importante na vitória por sets diretos. A tendência é que o Brasil entre com força máxima, ainda mais que os duelos contra os argentinos sempre são complicados.

“Temos Argentina no próximo jogo e não vai ser nada fácil. Uma vitória é imprescindível e depois vamos pensando jogo a jogo. Estamos no chamado grupo da morte e é bom ter jogos duros, pois assim passamos por situações que são importantes para o nosso crescimento”, declarou o oposto Wallace.

No Grupo B, ou ‘grupo da morte’, além das vitórias do Brasil (3 a 0 sobre a Tunísia) e do Comitê Olímpico Russo (3 a 1 na Argentina), a primeira rodada teve a vitória dos Estados Unidos sobre a França (3 a 0). Já no Grupo A, o Japão venceu a Venezuela (3 a 0), a Itália teve trabalho para derrotar o Canadá no tie-break, e os iranianos surpreenderam ao ganharem no tie-break a fortíssima Polônia.  

foto: VolleyballWorld/FIVB

julho 24, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil estreia com vitória em sets diretos sobre a Tunísia

Isac e Lucareli contra a Tunísia
Na abertura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a Seleção Brasileira derrotou a Tunísia por 3 sets a 0, parciais de 25/22, 25/20 e 25/15, na Ariake Arena. O time verde e amarelo esteve por vários momentos fora de ritmo, vacilando um pouco e deixando o adversário crescer, mas os comandados de Renan Dal Zotto reagiram, quando era necessário, e venceram na estreia. Os destaques do confronto foram os ponteiros Lucarelli e Douglas Souza, com este último entrando a partir do segundo set.

O Brasil entrou em um ritmo mais lento em quadra, vacilando em bolas fáceis e deixando a Tunísia gostar da partida, chegando a abrir uma vantagem de 4 a 8, obrigando Renan Dal Zotto a pedir tempo. O oposto Ben Tara subia muito e incomodava o bloqueio brasileiro, sendo que o time verde e amarelo não conseguia impor seu jogo: 7 a 12. Após uma pipe de Lucarelli e o bloqueio de Isac, os brasileiros encostaram: 10 a 13 e melhorando no bloqueio, os brasileiros diminuíram para um ponto a diferença: 15 a 16. Na sequência, os brasileiros viraram o duelo e mesmo sem apresentar o voleibol de sempre fizeram 20 a 18. A Tunísia não desistia e voltou a empatar em 21 a 21. Com destaque para Lucarelli, os brasileiros conseguiram fechar a parcial em 25 a 22.

A Tunísia seguia buscando o jogo no segundo set e com bom trabalho de saque/bloqueio abriu 0 a 3. No ace de Lucarelli, o Brasil encostou 3 a 4, mas a seleção africana seguia fazendo uma boa partida e, seguindo com Bem Tara como destaque, fez 5 a 8. Renan Dal Zotto resolveu tirar Leal e colocar Douglas Souza, com a intenção de dar um ‘gás’ novo a equipe verde e amarela: 10 a 12. Renan Dal Zotto reclamava muito do saque ‘preso’ do Brasil, o que facilitava para os tunisianos, que abriam 10 a 14. Aproveitando melhor os contra-ataques, os brasileiros empataram em 15 a 15 Na reta final da parcial, o Brasil estava na frente, com destaque para Douglas Souza, que entrou bem no saque e no ataque: 18 a 16. Com bloqueio de Isac, o placar já foi para 21 a 17, e na sequência os brasileiros fecharam em 25 a 20.

Diferente do que nos dois sets anteriores, o Brasil começou melhor e mais ‘vibrantes’ fez 3 a 0. O side-out funcionava bem, tanto que o time verde e amarelo abriu 5 a 1, obrigando o adversário a pedir tempo. O ritmo era outro, com a distribuição de Bruninho chegando tanto nos homens de ponta quanto nos centrais e o placar foi sendo administrado: 8 a 3. A Tunísia sentia a pressão e tinha muitas dificuldades, principalmente no passe: 13 a 4, sendo que neste momento o Brasil estava solto em quadra. Renan Dal Zotto resolveu mexer no time, com as entradas de Maurício Borges e Alan e o ritmo seguiu alto: 18 a 8. No final foi só administrar a grande vantagem, fechar em 25 a 15, após ataque de Douglas Souza, e comemorar a primeira vitória na caminhada em Tóquio.

“Esse tinha tudo para ser o jogo menos difícil da chave, mas sabemos que não tem time bobo. Além disso, estreia sempre gera nervosismo. Nos enrolamos nos dois primeiros sets, e no terceiro a coisa fluiu mais e agora a tendência é melhorar. Importante que já tiramos pouco mais da ansiedade e esperamos fazer jogos muito melhores do que o de hoje”, disse o oposto Wallace.

“Estreia sempre gera uma tensão muito grande. Hoje não começamos bem nos dois primeiros sets, mas o time soube reagir e isso é um ponto positivo. Além disso, conseguimos mexer bem no time. Podemos melhorar bastante no saque ainda, mas o time não pegou a referência do ginásio e temos que ajustar ainda. Afinal, daqui para frente começa uma guerra impressionante”, disse o técnico Renan Dal Zotto.

A Seleção Brasileira volta a quadra na segunda-feira, às 9h45min (horário de Brasília) contra a Argentina.

Equipes:

Brasil: Bruninho, Wallace, Leal, Lucarelli, Isac, Lucão e Thales (líbero)
entraram: Alan, Fernando Cachopa, Douglas Souza e Maurício Borges
técnico: Renan Dal Zotto

Tunísia: Ben Slimene, Ben Tara, Miladi, Moalla Kadhi, Agrebi e Hmissi (líbero)
entraram: Karamosli, Nagga e Bouguerra 
técnico: Antonio Giaccobe

foto: VolleyballWorld/FIVB

julho 23, 2021

(Jogos Olímpicos) Brasil estreia em Tóquio nesta sexta-feira contra a Tunísia

Bruninho treina em Tóquio
Foram cinco anos de espera e voleibol brasileiro estará de volta ao palco de uma edição do maior evento esportivo do planeta. Neste primeiro dia, após a cerimônia de abertura, a Seleção Brasileira, comandada por Renan Dal Zotto, entra em quadra às 23h05 (horário de Brasília) para enfrentar a Tunísia. A partida terá transmissão da TV Globo, SporTV e Bandsports.

“Estamos atentos a todos os adversários, pois estamos em um grupo é muito forte. Claro, jogo de estreia é sempre muito especial e teremos um desafio duro contra a Tunísia. Sabemos que é uma seleção pouco conhecida do público brasileiro, mas nós jogamos contra eles há dois anos e sabemos que é um time difícil”, disse Renan, que volta a dirigir o time após se recuperar de uma batalha contra a COVID-19.

“Tivemos a maior pressão das nossas vidas ao disputar os Jogos Olímpicos em casa. Passamos por momentos difíceis nos jogos e conseguimos superar. Está todo mundo calejado, ciente do seu papel dentro de quadra e prontos para jogar”, afirmou o capitão Bruninho, lembrando da defesa da medalha de ouro conquistada na Rio/2016.

O Brasil chega para buscar mais uma medalha olímpica após a conquista do primeiro lugar na Liga das Nações. O título em Rimini, na Itália, foi bastante comemorado e mostrou a força do grupo de jogadores em meio a uma maratona de jogos. Em Tóquio, o time verde e amarelo está no Grupo B, que além da Tunísia, conta com a França, a Argentina, os Estados Unidos e o Comitê Olímpico Russo.

“Esse foi um título bastante importante. Acima de tudo, é algo que dá uma motivação a mais para todos nós. Sempre ficou muito claro que essa competição fazia parte de um processo de crescimento para a Olimpíada e a seleção cresceu dentro da própria competição. Isso é muito bom porque nos mostra a capacidade que esses garotos têm de reagir principalmente nos momentos importantes”, concluiu Renan.

foto: Miriam Jeske/COB

julho 14, 2021

Renan Dal Zotto valoriza treinos em Saquarema e projeta estreia em Tóquio

Renan Dal Zotto em Tóquio
Após se recuperar da COVID-19 e acompanhar de longo a conquista da Liga das Nações, o técnico Renan Dal Zotto teve a oportunidade de trabalhar com o grupo de jogadores em duas oportunidades. Primeiramente no ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo, e na sequência no Centro de Desenvolvimento do Voleibol, em Saquarema, no Rio de Janeiro. Contando com a presença de 14 atletas, o comandante da Seleção Brasileira valorizou esse período e projetou os Jogos Olímpicos de Tóquio.

“Foi muito bom trabalhar com o grupo completo na última semana em Saquarema. Acompanhar os jogadores presencialmente e ter esse contato pessoal foi muito especial. Estamos em um bom momento e viajamos confiantes. Vamos para aclimatação, temos mais alguns dias para trabalhar forte e chegar no nosso melhor nível para a partida de estreia nos Jogos de Tóquio”, disse Renan Dal Zotto.

A Seleção Brasileira será representada em Tóquio pelos levantadores Bruninho e Fernando Cachopa, os opostos Wallace e Alan, os ponteiros Leal, Lucarelli, Douglas Souza e Maurício Borges, os centrais Lucão, Maurício Souza e Isac e o líbero Thales. Além deles, o central Flávio e o ponteiro Vaccari também seguiram para a capital japonesa, porém ficaram de fora da relação dos 12 jogadores possíveis, mas ficam de sobreaviso no caso de alguém ser cortado por lesão ou contaminação pelo COVID-19.

Renan Dal Zotto, junto com a delegação brasileira, já está em Tóquio. Lembrando que a estreia da Seleção Brasileira será contra a Tunísia, na sexta-feira, dia 23, às 23h05min (horário de Brasília). O Brasil está no Grupo B, que ainda contra com Estados Unidos, Rússia, Argentina e França.

foto: Fernando Maroni/CBV

agosto 24, 2016

Lucão e Éder comemoram conquista do ouro nos Jogos Olímpicos Rio/2016

Com direito a uma atuação de gala de todo o grupo, o Brasil fez 3 sets a 0 na Itália e faturou a sonhada medalha de ouro no Jogos Olímpicos Rio/2016, a terceira na história do voleibol masculino. Para o central Lucão, prata em Londres/2012, a conquista não poderia ser mais especial, enquanto para o também meio de rede Éder a energia vinda das arquibancadas foi sensacional.

“Jogar uma final olímpica é sempre especial, é o sonho de qualquer atleta, mas ganhar dentro de casa, diante da nossa torcida, faz esta conquista no Rio ser muito mais inesquecível”, disse Lucão, que na decisão foi responsável por sete pontos e que agora defenderá o Sesi-SP.

“Esta foi minha primeira Olimpíada, e não poderia ter sido melhor. Foi uma energia muito boa jogar em nosso país, ao lado de familiares e amigos e, principalmente, ao lado desta torcida que sempre acreditou na nossa seleção. O time cresceu muito nas semifinais e na final. É indescritível a emoção de ganhar um ouro olímpico dentro de casa”, garantiu Éder, que esteve em quadra nas três primeiras partidas e que agora atuará pela Funvic/Taubaté.

Na campanha do ouro olímpico, o Brasil acumulou vitórias sobre México, Canadá e França e derrotas para Itália e Estados Unidos na fase classificatória. Nas quartas de final, os brasileiros venceram a Argentina. Nas semifinais, passaram pela Rússia, algoz do time verde a amarelo na decisão de Londres/2012.

foto: CBV/Divulgação

agosto 22, 2016

O sucesso de Bernardinho está ‘na corda esticada’ com cada atleta

Muitos falam que o sucesso da Seleção Brasileira está ligado a presença de Bernardinho no comando da comissão técnica. Sem dúvida a chegada do treinador fez a equipe masculina crescer de rendimento e a colocou entre as melhores equipes nos últimos quatro ciclos olímpicos. Isso é para poucos e uma das qualidades que ele tem é de saber tirar o melhor de cada atleta.

Quando você vê algum jogador falando sobre Bernardinho, seja dos medalhistas em Atenas/2004, Pequim/2008, Londres/2012 ou Rio/2016, todos falam do padrão de exigência do treinador. Alguns atletas que não tenham tanto talento acabam suprindo isso na questão física e na entrega para a equipe em quadra. Outros, mais qualificados em determinada posição, cumprem seus papeis e fazem com que o time tenha o volume de jogo necessário.

“A minha medalha de ouro é estar ali atrás e poder ver os rapazes em cima do pódio e toda a torcida gritando é campeão. Isso, para mim é único. Ouvir o hino nacional, a bandeira subindo, todos chorando, porque é algo muito emocionante, tanta coisa represada, essa vontade de ser o campeão que a torcida esperava, é a imagem que eu guardo. O metal representa tudo que esses momentos te trazem. Mas, o momento final de tudo isso é único. Tenho tantos anos de carreira no esporte, tantos títulos e momentos marcantes, mas uma fotografia como essa na minha memória, não existe por ser em casa. Esse é o verdadeiro ouro”, afirmou Bernardinho.

Muito se fala sobre os treinamentos intensivos de Bernardinho, mas mesmo com algumas reclamações e jogadores chegando aos seus limites, todos entendem que precisam estar 100% na hora da competição. Ou seja, quando ouvimos os atletas e a comissão técnica falando em trabalho, isso não é pieguice e sim um planejamento visando tirar o melhor de cada um. 

Encerrada a premiação nos Jogos Olímpicos Rio/2016, Bernardinho afirmou que ainda não sabe seu futuro e se fará mais um novo ciclo rumo a Tóquio/2020. Mesmo que isso não ocorra podemos vez que seu trabalho segue, pois a presença de Douglas Sousa, um jogador com talento e muito a crescer, não deixa de ser o mesmo que ocorreu com Lucarelli em Londres/2012.

foto: FIVB/Divulgação