Com o final do ano a maioria das pessoas faz uma avaliação
do que foi bom e ruim no período que termina no próximo dia 31. No voleibol não
é diferente e o Espaço do Vôlei tenta neste natal verificar o que poderia
melhorar a vida dos clubes, que tiveram um 2011 meio complicado.
Nos pontos positivos podemos elogiar o aumento do
profissionalismo de vários dirigentes, que não apenas montaram times para uma
temporada e sim apresentaram projetos consistentes. Outra situação foi a
redução para 12 times da Superliga e a criação de uma Série B (que começa em
janeiro), crescendo assim as vagas para bons jogadores no mercado nacional.
Agora para melhorar, vamos pensar no calendário. A CBV
sempre prioriza a Seleção Brasileira (nada mais justo), porém em 2011 os clubes
acabaram prejudicados com um calendário complicado que encurtou os estaduais e
fez a Superliga iniciar em dezembro. O principal torneio nacional foi
interrompido para as festas de finais do ano (Sim, ainda teremos um jogo na
sexta-feira, dia 30) no momento em que as equipes começavam a adquirir ritmo
com seus jogadores que estavam na Copa do Mundo.
O técnico Giovane Gávio, do atual campeão Sesi-SP, chegou a
reclamar via twitter dessa situação e pediu uma melhor avaliação para o próximo
ano. Ele foi um dos poucos que falou sobre o assunto publicamente, mas nos
bastidores a ‘fadiga’ dos atletas que estavam com a Seleção Brasileira chama a
atenção.
“Cheguei à conclusão que a tabela da Superliga desse ano tem
mais jogos fora que em casa! O time joga fora de casa na quarta, tem que voltar
pra casa na quinta pra jogar na sexta, ou seja, cansa igual ao time visitante.
Nos outros anos jogávamos emparelhados, as distâncias eram menores e fazíamos
dois jogos seguidos em casa e dois fora. Ano que vem deveremos rever essa
decisão”, afirmou o treinador.
Para citar o exemplo do Sesi-SP, o clube não tem Rodrigão
(principal contratação para a temporada) e nas últimas duas rodadas ficou sem
Murilo. Agora o caso mais alarmante é Giba, que só deve voltar às quadras em
fevereiro e jogou sacrificado na Copa do Mundo. Sabemos que o atleta de alto
rendimento passa por certas situações e o esforço do ponteiro da Cimed/Sky
ajudou o Brasil a conquistar a vaga para Londres de forma antecipada.
Entretanto, o clube paga o salário do atleta e acaba tendo que recebê-lo
lesionado ou esgotado fisicamente.
Falamos de calendário e da relação entre Seleção Brasileira e
clubes, mas o que mais atrapalha a todos, sem dúvida, é o caos aéreo do país. Virou
rotina ter voos cancelados, conexões perdidas, malas que não chegam ou que
somem. As redes sociais viraram painéis de reclamações dos jogadores, que ‘aproveitam’
as horas de espera nos aeroportos para twittar.
Pensem na seguinte situação: Uma delegação contando com pelo
menos 12 pessoas com mais de 1,80m chega uma quarta-feira à noite no aeroporto
de Congonhas e espera uma hora para embarcar rumo a Confins. Depois de
acomodados em poltronas que convenhamos não são nem um pouco confortáveis para
alguém menor de 1,80, eles chegam ao seu destino. Jogam na quinta-feira e no
mesmo dia saem de Minais Gerais, da mesma forma. Na sexta-feira fazem um treino
leve (muitas vezes de recondicionamento físico) e no sábado estão atuando
novamente. Faça você uma avaliação a respeito e veja se também não teria um
estresse físico.
foto: Divulgação
