A 8ª rodada do returno da Superliga poderia ser mais notada
pela volta do Vôlei Futuro a liderança, pela recuperação da Cimed/Sky ou pelas classificações
de RJX e Medley/Campinas para os playoffs. Entretanto, o que mais chamou a atenção
foi o ato de racismo que o oposto Wallace sofreu na partida entre Sada/Cruzeiro
e Vivo/Minas, na Arena, em Belo Horizonte.
No meio do segundo set de partida, uma mulher gritou ‘macaco’
para o jogador que ia sacar. O atleta chegou a falar com a arbitragem e o
narrador do Sportv, Sergio Mauricio, foi rápido ao comentar que o caso é crime no
Brasil e deve ser punido com prisão. O problema é que a pessoa não foi
identificada pelos seguranças do clube, mostrando que além de irresponsável é
covarde, já que se escondeu em meio a quase três mil pessoas no ginásio.
“O pior foi ter vindo de uma mulher, era o que eu menos
esperava. Se fosse um homem, beleza, dava para chegar de frente, bater. Agora,
uma mulher... Vai fazer o quê? Isso é coisa de quem não tem respeito por si
próprio. É frustrante isso, não dá para aceitar. Isso é gente que não tem
família”, disse Wallace, que garantiu ter se abalado com o episódio.
A diretoria do Sada/Cruzeiro lamentou o fato e garantiu que
o delegado da partida registrou o ocorrido no relatório do jogo. Na manhã desta
quinta-feira, a Confederação Brasileira de Voleibol divulgou uma nota oficial
informando que pode acionar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Já o
Vivo/Minas se manifestou através do diretor Ricardo Santiago
“Foi um fato isolado. O delegado da partida tentou
identificar o agressor verbal, mas infelizmente não tivemos como ver quem foi.
Temos os nossos contratados para a segurança e podemos até pensar em aumentar o
nosso efetivo, agora queremos exterminar essa atitude dos ginásios”, disse o
dirigente.
Nas redes sociais vários atletas se manifestaram a favor de
Wallace, como o central Gustavo e o líbero Fabio Paes. A questão agora é saber
se os torcedores do Vivo/Minas concordam com essa ‘torcedora’, já que alguém
deve ter sentado perto dela e poderia ter identificado essa pessoa. Até porque,
uma das soluções que a CBV pode tomar é a suspensão de jogos na Arena nas
próximas rodadas.
foto: Sada/Cruzeiro/Divulgação
