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março 01, 2012

Wallace sofre ato de racismo e comunidade do vôlei quer punição

A 8ª rodada do returno da Superliga poderia ser mais notada pela volta do Vôlei Futuro a liderança, pela recuperação da Cimed/Sky ou pelas classificações de RJX e Medley/Campinas para os playoffs. Entretanto, o que mais chamou a atenção foi o ato de racismo que o oposto Wallace sofreu na partida entre Sada/Cruzeiro e Vivo/Minas, na Arena, em Belo Horizonte.

No meio do segundo set de partida, uma mulher gritou ‘macaco’ para o jogador que ia sacar. O atleta chegou a falar com a arbitragem e o narrador do Sportv, Sergio Mauricio, foi rápido ao comentar que o caso é crime no Brasil e deve ser punido com prisão. O problema é que a pessoa não foi identificada pelos seguranças do clube, mostrando que além de irresponsável é covarde, já que se escondeu em meio a quase três mil pessoas no ginásio.

“O pior foi ter vindo de uma mulher, era o que eu menos esperava. Se fosse um homem, beleza, dava para chegar de frente, bater. Agora, uma mulher... Vai fazer o quê? Isso é coisa de quem não tem respeito por si próprio. É frustrante isso, não dá para aceitar. Isso é gente que não tem família”, disse Wallace, que garantiu ter se abalado com o episódio.

A diretoria do Sada/Cruzeiro lamentou o fato e garantiu que o delegado da partida registrou o ocorrido no relatório do jogo. Na manhã desta quinta-feira, a Confederação Brasileira de Voleibol divulgou uma nota oficial informando que pode acionar o Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Já o Vivo/Minas se manifestou através do diretor Ricardo Santiago

“Foi um fato isolado. O delegado da partida tentou identificar o agressor verbal, mas infelizmente não tivemos como ver quem foi. Temos os nossos contratados para a segurança e podemos até pensar em aumentar o nosso efetivo, agora queremos exterminar essa atitude dos ginásios”, disse o dirigente.

Nas redes sociais vários atletas se manifestaram a favor de Wallace, como o central Gustavo e o líbero Fabio Paes. A questão agora é saber se os torcedores do Vivo/Minas concordam com essa ‘torcedora’, já que alguém deve ter sentado perto dela e poderia ter identificado essa pessoa. Até porque, uma das soluções que a CBV pode tomar é a suspensão de jogos na Arena nas próximas rodadas.

foto: Sada/Cruzeiro/Divulgação
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