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janeiro 01, 2013

O retorno dos lesionados e o que pode mudar na Superliga 2012/2013

Um novo ano começa, mas a Superliga 2012/2013 já está perto do final do primeiro turno. Restando duas rodadas para chegarmos a metade da competição, o período de recesso para as festas serve para verificar a condição física e aliviar o elenco da maratona de jogos. Além disso, e talvez o mais importante, recuperar atletas que fazem muita falta em quadra.

São poucos os times que conseguem ter o elenco 100% durante todo o torneio. Abaixo o Espaço do Vôlei faz uma breve relação dos jogadores que até agora não conseguiram dar o seu melhor em quadra devido as lesões e que podem ser o diferencial de seus clubes na entrada do segundo turno.

O líder RJX tem um elenco muito qualificado, mas ficou boas rodadas sem o ponteiro Dante. O jogador, que atuou no sacrifício na decisão dos Jogos Olímpicos, é uma referência tanto no passe quando no ataque da equipe carioca, mesmo que Thiago Sens tenha mostrado um bom voleibol.

O Sada/Cruzeiro mexeu pouco na equipe em relação a temporada passada, mas uma pergunta que fica é em relação a condição física do ponteiro Mauricio. Principal nome do time na final contra o Vôlei Futuro na Superliga 2011/2012, ele perdeu definitivamente a posição de titular para Leal.

No Sesi-SP, o pior já passou quando o técnico Giovane Gavio esteve sem Lorena, Leozão, Sidão e Léo Mineiro. Todos já voltaram a jogar e quando conseguiu ter o elenco à disposição, a equipe correspondeu o esperado. Resta saber como dar ritmo para alguns quando se tem gente comendo a bola, como é o caso do ponteiro Cleber.

A Medley/Campinas perdeu seu capitão Andre Heller no começo da Superliga, assim como o central Orestes e o oposto Franco. Para o meio da rede foi contratado Purificação, que não deixou o ritmo cair, mas em compensação, Rivaldo vem sendo muito sobrecarregado, algo que o técnico Marcos Pacheco deve avaliar melhor.

O Kappesberg/Canoas é um caso a parte. É um time novo, com jogadores experientes e que sofreram pouco com lesionados. O caso que mais chamou a atenção foi do ponteiro Dentinho, ausência nas últimas partidas, mas que não deve ser problema para a continuidade do torneio.

No Vivo/Minas, o técnico Horacio Dileo deve contar os dias para a ‘estreia’ do argentino Rodrigo Quiroga ao time. O ponteiro ainda não jogou a Superliga e o jovem Lucas Loh vem sendo perseguido pelos adversários, principalmente no saque. Anteriormente, o tcheco Filip também estava fora, mas já se recuperou e aos poucos vem voltando ao seu melhor.

O Volta Redonda vem na mesma linha da equipe gaúcha, onde um elenco experiente consegue dosar treino e jogo, sem grandes preocupações. Com alguns atletas não tendo condições de aguentar a sequência treino/viagem/jogo/viagem/jogo, o técnico Alessandro Fadul vem fazendo o possível para dar ‘liga’ aos mais jovens quando estão em quadra.

No São Bernardo, a ausência do oposto Renan fez o time despencar absurdamente na tabela de classificação. Sem seu principal jogador na atualidade, os Laranjas não perderam apenas a referência no ataque, mas também uma arma poderosa no bloqueio, um dos fundamentos mais fortes da equipe. A tendência é que ele volte ainda em janeiro, mas até lá Joel e Alemão precisam segurar a onda.

O Vôlei Futuro teve altos e baixos nesse início de competição, as constantes mudanças no time titular não tiveram tanto a ver com lesões. Entretanto, o central Michael chegou a ficar um tempo de fora e fez falta com seu saque forte e seu bom posicionamento de bloqueio.

No Super Imperatriz/Florianópolis, o técnico Douglas Chiarotti sabe que tem em mãos uma boa mescla de jovens e experientes jogadores, mas que nas últimas rodadas os mais velhos andaram resolvendo a parada. O trio Renato Felizardo, Léo e Bob vem dando uma boa resposta, mas também precisam de auxilio para não estourarem no meio do caminho.

UFJF e Funvic/Midia Fone vivem atualmente uma mesma situação. Os dois times são jovens, com treinadores capazes, mas com elencos que sofrem muito mais com o fato psicológico do que com o lado físico. Em várias partidas, mineiros e paulistas tiveram condições de vencer, mas por detalhes emocionais deixam escapar a vitória.

foto: July Stanzioni/SM Press
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