Na semana passada uma entrevista para a rádio Bradesco Esportes mexeu com o meio do voleibol. O oposto Lorena, do Sesi-SP, reclamou da falta de oportunidades na Seleção Brasileira, sendo hoje um dos principais nomes do país na posição. Confira abaixo alguns trechos da declaração.
“Nunca tive oportunidade na Seleção. Minha grande angústia sobre o Bernardinho é sempre me julgar sem me conhecer (...) Eu não sei qual é o pensamento dele, ele sempre teve o grupo formado. Ele é um vencedor, mas eu deveria, no mínimo, treinar com o grupo da Seleção. Nunca quis me testar, ele sempre quis me criticar. Vejo tanto oposto convocado que não fez metade do que eu fiz. Eu queria saber o julgamento que ele tem sobre mim, pelo menos, para ser testado. De repente eu não tenho nível para a Seleção, mas acho que não é isso”, afirmou Lorena.
Quem já teve oportunidade de conversar com Bernardinho ou de ler seu livro: “Transformando suor em ouro”, sabe que o treinador valoriza muito o trabalho em grupo, aplicando como eficiência, o gerenciamento de pessoas a favor de um objetivo maior. No caso de Lorena, não há dúvidas que ele é um grande oposto, porém atitudes como a briga no final do Campeonato Paulista o marcam como um atleta de temperamento difícil.
Será que Bernardinho não viu um risco para o grupo a presença de Lorena? Não podemos esquecer o exemplo de Ricardinho, que acabou cortado da seleção, em um momento que ele mesmo admite ter sido egoísta. Agora, porque Rapha, do Trentino, da Itália, atualmente o melhor time do mundo, ou William, do Sada/Cruzeiro, ainda não tiveram uma chance? A única explicação pode ser tirada do futebol, pois assim como o goleiro, o levantador também é uma posição de confiança do treinador.
Tirem suas conclusões sobre quem merecia ou não uma chance da Seleção Brasileira e não esqueçam em breve temos convocações para a Liga Mundial, onde Bernardinho começa mais um ciclo olímpico.
foto: Alexandre Arruda/CBV
