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março 27, 2013

(A crise no vôlei brasileiro – parte 3) – Liga independente e marketing

Nesta semana, o presidente do Volta Redonda, Rogério Loureiro, declarou que seria interessante a criação de uma liga independente no Brasil. Fazer com que os clubes possam administrar a Superliga não é algo impossível, pois temos a NBB bem próxima para dar o exemplo. A questão está em a Confederação Brasileira de Vôlei aceitar cuidar apenas da seleção e do vôlei de praia, se afastando da principal competição interclubes do país. 

Para se chegar a uma liga independente é necessário primeiro que exista uma aproximação entre os clubes, algo que hoje é muito superficial. Além disso, o grupo escolhido para organizar a Superliga teria que contar com representantes de todas as categorias, ou seja, cartolas dos times, técnicos, jogadores e arbitragem. Essa união seria fundamental para dar o primeiro passo. 

Atualmente, os clubes perdem muito em receita de mídia (direito de imagem) e, principalmente, com exposição de marca em quadra. A CBV tem parceiros fixos e repassa para eles os locais mais centrais, enquanto os patrocinadores dos times ficam com parte da zona de saque. Uma liga independente teria condições de negociar essas questões e receber muito mais do que hoje ganha da entidade que coordena o voleibol brasileiro. 

Muito se fala que a CBV quer transformar a Superliga em uma NBA, porém está bem longe de alcançar isso. Se existe algo que a liga norte-americana de basquete sabe fazer como ninguém é vender o seu produto e não apenas para parceiros, mas, principalmente, para o seu público. Hoje qualquer pessoa, em qualquer canto do planeta consegue comprar uma camisa do Lakers ou um boné do Knicks, basta ingressar na loja virtual oficial da competição. Enquanto isso, por aqui, a CBV não tem o menor interesse de colaborar com a venda de camisetas ou de artigos relacionados aos times da Superliga. 

Antes que alguém fale que o Espaço do Vôlei só culpa a Confederação Brasileira de Vôlei pela situação atual do esporte, dizemos que jogadores, treinadores e dirigentes dos clubes também são responsáveis. Reclamar e fazer campanhas pelas redes sociais são mecanismos válidos, porém pouco efetivos para a questão. Falta união entre aqueles que mais dependem da Superliga e que podem fazer dela forte o suficiente para exigir que a emissora detentora dos diretos de transmissão cite os patrocinadores dos clubes. 

foto: Divulgação
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