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dezembro 14, 2014

Protestos e retaliações em meio a maior crise do vôlei brasileiro

Ao que tudo indica, a crise envolvendo o voleibol brasileiro está perto de um final. Em meio às notícias sobre o relatório da Controladoria Geral da União e o bloqueio de patrocínio do Banco do Brasil, a Confederação Brasileira de Vôlei resolveu acionar judicialmente os responsáveis pelos contratos e pagamentos suspeitos na gestão do ex-presidente Ary Graça, ou seja, o mínimo que se pede de uma entidade séria.

Enquanto isso, a Federação Internacional de Voleibol, presidida atualmente por Ary Graça, apresentou um relatório sobre fatos ocorridos no Campeonato Mundial, na Polônia, em setembro. As punições são bem severas, sendo que o técnico Bernardinho pegou dez jogos de suspensão e multa de 2 mil dólares. O líbero Mário Junior recebeu seis jogos como punição, o ponteiro Murilo está suspenso por um jogo e o capitão da Seleção Brasileira, Bruninho foi multado em 1.000 dólares.

“As punições nada mais são do que retaliações de pessoas que sofreram um baque em função das investigações da CGU”, declarou Bernardinho, em entrevista ao Globo Esporte.

Em nota oficial, a CBV afirmou que repudia a atitude da FIVB e que está prestando suporte jurídico ao treinador e jogadores e vai apresentar recurso em instância superior, mas em solidariedade a eles comunicou que não realizará em solo brasileiro a fase final da Liga Mundial, que estava prevista para acontecer em julho de 2015.

Em quadra, jogadores de vários clubes, como Funvic/Taubaté e Canoas Vôlei, entraram com narizes de palhaço, mostrando indignação com os R$ 30 milhões desviados durante o período de 2010 e 2013 na Confederação Brasileira de Vôlei. Durante a semana, alguns chegaram a falar em paralisar a Superliga enquanto o caso não fosse resolvido.

foto: Matheus Beck/Canoas Vôlei
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