Uma reunião entre o prefeito de Maringá, Silvio Barros, e a diretoria da ‘Ama Vôlei’, que gerencia o time do Sancor Vôlei, ocorreu na última segunda-feira e acabou sem uma definição. Em meio a um cenário de dívidas com atletas e a necessidade de selar o fair play financeiro, o clube se esforça para permanecer na cidade e tenta chegar a um acordo com o poder público. Por outro lado, a Fundação de Esportes de Londrina aparece com uma proposta para abraçar o time paranaense.
Com um projeto que vem sendo realizado há mais de cinco anos, a Ama Vôlei recebe R$450 mil por ano de repasses da prefeitura de Maringá, que vão exclusivamente para as categorias de base (que atualmente trabalha com 400 alunos). Já o time adulto precisa do apoio de patrocinadores, ainda mais para a disputa da elite nacional, que tem um custo alto para o projeto.
Algumas jogadoras afirmaram que os salários estariam atrasados em mais de um mês, enquanto membros da comissão técnica só recebem uma ajuda de custo, e precisam trabalhar em outros locais para preencher a renda mensal. Na conversa desta segunda-feira, segundo informações de ‘O Fato Maringá’ foram reivindicadas melhorias no piso e a reativação do sistema de ar condicionado do ginásio Chico Neto.
Enquanto isso, alguns destaques do elenco recebem propostas e podem deixar o clube. A oposto Jaque Schmitz, eleita a revelação da Superliga, pode vestir a camisa do Sesc-RJ/Flamengo; a líbero Paulina Souza teria propostas de Fluminense e Batavo/Mackenzie; a ponteira Sabrina Vitoriano pode parar no Paulistano/Barueri, enquanto as centrais Andressa Gelenski e Francynne Jacintho estariam nos planos de Pinheiros e Brasília, respectivamente.
foto: Sancor Vôlei Maringá
