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fevereiro 24, 2014

A ignorância de alguns ainda prejudica a evolução do ser humano

Recebemos nesta segunda-feira uma nota oficial do São José dos Campos repudiando a atitude de um torcedor no ginásio da Sociedade Ginástica de Novo Hamburgo. No último sábado, durante a partida da equipe paulista contra o Voleisul/Paquetá Esportes, uma pessoa que estava na arquibancada incitou um jogador do time visitante com agressões verbais caracterizadas como racismo. Por decisão pessoal do atleta, não foi registrado um Boletim de Ocorrência.

Não cabe a nós do Espaço do Vôlei julgar a decisão do atleta, pois só a ele compete neste momento achar o que deve fazer. Entretanto, uma ação seria necessária para acabar com esse tipo de situação, que em 2014, chega ao ponto de ser ridícula, já que no próprio time do ‘torcedor’ existem jogadores e membros da comissão técnica negros. O justo seria essa pessoa responder pelos seus atos, mas como justiça neste país é algo que está longe de se ter, existem algumas coisas que poderiam ser pensadas.

Em primeiro lugar, a pessoa teria que ser identificada pelos seguranças que estão no local e ela teria que ser retirada. É inadmissível alguém falar o que quer e não arcar com as consequências. O árbitro, no alto de sua autoridade no comando da partida, tem totais condições de parar o jogo até a situação seja resolvida. Por fim, a polícia deveria registrar o fato, independente do atleta se sentir ou não lesado pela situação.

Alguns podem achar radical esse post do Espaço do Vôlei, porém estamos assistindo a várias situações de violência no esporte, principalmente no futebol, e não há sinais de medidas efetivas para resolver isso. Essa não é a primeira vez que um atleta sofre preconceito e não será a última no voleibol brasileiro, caso CBV, clubes e jogadores não tomem uma posição forte a respeito das punições.

foto: Unicef/Divulgação
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